A estimativa é de um estudo da Universidade Lusófona, feito em parceria com a ANACOM e o OBERCOM.
Foto: Emissor do Mendro
Entre 1205 inquiridos, 85 por cento admitiu não saber a data do fim do sinal analógico, seis por cento apontaram erradamente o ano de 2011 e 0,7 por cento indicaram 2013 – o sinal será desligado progressivamente, num processo que arranca em 12 de Janeiro do próximo ano (depois de algumas experiências-piloto marcadas já para este ano) e que terminará a 26 de Abril.
A zona litoral do país é a primeira onde os transmissores serão desligados, seguindo-se em Março os Açores e a Madeira e, um mês depois, o resto do país.
A Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações) vai avançar com uma campanha de sensibilização da população sobre o fim da televisão analógica, apesar de o sinal digital já cobrir cerca de 87 por cento da população.
O estudo indicou ainda que 45 por cento dos inquiridos não têm televisão paga em casa e 87 por cento afirmaram que não querem ter mais canais. A mudança de sinal analógico para digital afecta os utilizadores que não sejam clientes de um serviço de acesso pago, como a televisão por cabo.
Os custos associados à TV digital são a preocupação dominante dos inquiridos (61 por cento), seguindo-se as questões práticas associadas à TV digital, como a cablagem e a instalação do equipamento.
Já nove por cento dos inquiridos indicaram não ter interesse ou ter pouco interesse na TV digital, 27 por cento mostraram-se moderadamente interessados, enquanto 59 por cento dos inquiridos manifestaram ter interesse ou muito interesse na TV digital.
A emissão através de sinal de televisão digital terrestre é uma imposição europeia e 2012 é o ano limite para a mudança. Caso não tenha uma televisão compatível, o utilizador terá de adquirir um descodificador do sinal.
Fonte: Jornal Público / Lusa

