quinta-feira, 10 de março de 2011

Governo garante subsídios a grupos carenciados para que televisão chegue a todos

O Governo garante que vai subsidiar os grupos com menores recursos financeiros, os cidadãos com necessidades especiais e as intituições de cariz social para garantir que todos os portugueses tenham acesso à televisão digital terrestre (TDT).


"Todos os portugueses vão poder assistir [à TDT] independentemente do local onde vivam e dos seus reendimentos, através de um programa de subsidiação aos grupos de menores recursos financeiros, cidadãos com necessidades especiais e instituições de comprovada valia social", disse hoje o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça.

O ministro falava durante a apresentação da primeira campanha de sensibilização da opinião pública portuguesa sobre o 'switch-off' (cessação das emissões analógicas) e passagem definitiva para o digital em Abril de 2012, mas escusou-se a esclarecer mais pormenores sobre os subsídios a atribuir ao ser questionado pelos jornalistas após a inicitiva.

Durante a apresentação, António Mendonça sublinhou desta forma duas ideias: a necessidade de garantir um adequado período de passagem do analógico para o digital até ao "apagão" final e da igualdade de oportunidades.

Em declarações anteriores à Lusa, o Governo já tinha dito que as pessoas com grau de deficiência de pelo menos 60 por cento, as que recebem rendimento social de reinserção ou pensões inferiores a 500 euros vão ter direito a comparticipações de cerca de 50 por cento na compra dos descodificadores.

"Somos o primeiro país da Europa com cobertura total", disse António Mendonça, lembrando 2,7 milhões de habitações não serão afetadas, restando apenas cerca 1,5 milhões de lares com televisão por antena o que obriga à migração para a TDT.

O presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), José Amado da Silva, frisou a questão da igualdade, admitindo que a "dificuldade é atingir o 'todos'" e sublinhando que "o que é decisivo" é que nenhum português fique excluído.

"O caminho é difícil, vamos ter vários pontos de referência, mas também é possível alguns desencantos. O nosso desafio não é só fazer o 'switch-off é para que cada português não fique sem televisão", reforçou.

A campanha de sensibilização da opinião pública arrancou hoje em diversos suportes, como a televisão, rádio, imprensa, internet e também no exterior, e terá duas fases - a de sensibilização para a mudança e, mais tarde, em setembro ou outubro a de obrigatoriedade de mudança.

A TDT permite melhor qualidade de imagem e som, transmissão em alta definição, pausa da emissão e gravação de programas para USB, mas estas últimas funções só estão disponíveis em descodificadores mais caros.

Fonte: SIC Televisão



Nota: O Governo português vive na ilusão completa. Mentiras sucessivas e atrasos sucessivos. Somos a TDT mais pobre da Europa e talvez do mundo, com apenas 4 canais disponíveis, mais do mesmo que temos tido em analógico. A população portuguesa não está completamente coberta como diz o governo. Basta ir ao site oficial da TDT em http://www.tdt.telecom.pt/ e ver por exemplo no Alentejo, sedes de concelho sem cobertura, ou alegada "cobertura parcial". É grave a situação, muito grave mesmo!
A solução via satélite ainda é desconhecida, não foi anunciada. Quem tem dois ou três televisores terá que ter parabólicas e receptores SAT em todas as TV's. Creio que será maior a parte da população que terá acesso via Satélite do que via TDT - terrestre.
Em Espanha temos cerca de 40 canais de Tv e ainda rádios. Em Portugal nem rádios temos! Temos míseros 4 canais, um Canal HD fantasma, o quinto Canal está na gaveta... Continuo a defender a inclusão de, pelo menos a RTP-Memória e RTP-N, ambas do operador público RTP, paga por todos nós. E porque não a RTP - Açores e Madeira? Também são pagas com os nossos impostos. Se um português insuçar tem direito a ver os canais do continente, um português do continente não tem direito a ver um canal das ilhas?!
O monopólio da MEO, ZON e afins, que controla o mercado, não tem interesse no desenvolvimento da TDT. Em especial a MEO, da PT, a mesma que tem a responsabilidade de implementar a TDT nacional, será o principal beneficiado. A TDT é um nado-morto. Esqueceram-se foi da enterrar, mas já nasceu a cheirar muito mal, de tão putrefacta que é!

Campanha para promoção da TDT arranca hoje

A primeira campanha de divulgação da Televisão Digital Terrestre (TDT) arranca hoje numa campanha da agência MSTF Partners para a televisão, rádio e imprensa apresentada hoje pelo Governo no palácio Foz, em Lisboa com a presença do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão.

A campanha deverá prolongar até à substituição definitiva das transmissões analógicas pelas digitais a 26 de Abril de 2012.

O secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, disse na quarta-feira à agência Lusa que “a infra-estrutura para a TDT está pronta e, para ajudar a migração para o digital”, o Governo vai disponibilizar “subsídios para grupos carenciados previamente seleccionados.

A TDT, que vai substituir o sinal analógico, permite um serviço de televisão com melhor qualidade de imagem e de som, assim como a transmissão em alta definição e novas funcionalidades, como o guia electrónico de programação.

A primeira fase da cessação das emissões analógicas terrestres de televisão -- o chamado ‘switch off’ -- começa a 12 de Janeiro de 2012 para os emissores e retransmissores “que asseguram sensivelmente a cobertura de uma faixa litoral do território continental”.

A segunda fase acontecerá a partir de 22 de Março do próximo ano e dirige-se às regiões autónomas da Madeira e dos Açores e a terceira fase, a 26 de Abril, será a final e abrangerá os restantes emissores e transmissores.

in: Jornal Público

segunda-feira, 7 de março de 2011

Portugueses deviam exigir mais canais


Portugal está a perder a oportunidade de alargar a oferta de canais televisivos de sinal aberto com a introdução da Televisão Digital Terrestre (TDT), garantiu à Lusa o investigador brasileiro Sérgio Denicoli.

Para o investigador, se as pessoas tivessem consciência da importância da TDT, " exigiriam, por exemplo, um maior número de canais, como acontece em quase todos os países da União Europeia".
Espanha, que já concluiu a transição do analógico para o digital em Abril de 2010, aproveitou a passagem para TDT para aumentar de seis para 20 a oferta de canais gratuitos, cinco dos quais da televisão pública (RTVE).
"Em Portugal, o que é que vai acontecer? Vamos desligar o sinal analógico, e na TDT vamos ter exactamente o mesmo número de canais. Se as pessoas estivessem mais informadas, a partir de campanhas publicitárias, tenho a certeza que o nível de exigência perante as autoridades seria muito maior", frisou.

Fonte: Lusa / DN

terça-feira, 1 de março de 2011

TDT nacional: campanha arranca a 10 de Março

Está previsto para o próximo dia 10 de Março o arranque da campanha de divulgação/informação sobre a Televisão Digital Terrestre, segundo a Lusa, que adianta que esta decisão foi tomada na sequência da reunião desta segunda-feira entre o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), a PT, os três operadores de televisão envolvidos (RTP, SIC e TVI) e a Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social. Recorde-se que o fim das emissões analógicas para a conjunto do território nacional está agendado para 26 de Abril de 2012, sendo que ainda este ano três “zonas-piloto” deverão passar a receber emissões por via terrestre exclusivamente em modo digital: Alenquer (no próximo dia 12 de Maio), Cacem (16 de Junho) e Nazaré (13 de Outubro de 2011).

Fonte: Tele Satélite

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Lacão quer unir esforços para TDT

O atraso na campanha de divulgação da Televisão Digital Terrestre (TDT), que deveria ter arrancado no Verão de 2010, resulta da desarticulação entre a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) e da Portugal Telecom (PT), afirmou o ministro dos Assuntos Parlamentares.

A campanha, que deverá agora começar em Março, não avançou porque "a PT precisa do aval da Anacom", diz Jorge Lacão.
Desagradado com a situação, o ministro marcou "uma reunião para segunda-feira [hoje] com a Anacom, a PT e as estações de televisão para maximizar esforços", avança.
No encontro, será também abordada a questão do dividendo digital (espaço que sobra após o apagão do sinal analógico, a 26 de Abril de 2012), o qual pode ser aproveitado para garantir o acesso gratuito a mais conteúdos de TV.
A deputada Carla Rodrigues, do PSD, questionou se o dividendo vai ser aproveitado para a RTPN e RTP Memória. O ministro não respondeu, mas gostou da sugestão: "Não temos um programa pré-estabelecido, porque há muito trabalho a fazer com os operadores e os reguladores até Abril de 2012."
A campanha terá três fases: explicação do que é a TDT; informação sobre as suas limitações; e como utilizar os equipamentos. No entanto, o CM sabe que a campanha ainda não foi produzida.
O ministro diz também que está previsto "um programa de apoio a populações mais carenciadas" para a aquisição dos descodificadores. Quem recebe o rendimento mínimo, por exemplo, terá "um apoio de 50 por cento na aquisição do aparelho", concluiu Lacão.

Fonte: Correio da Manhã - 28/02/2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

TDT nacional: campanha arranca em Março

Tal como a TeleSatélite adiantou recentemente, está iminente a campanha de sensibilização sobre o tema da Televisão Digital Terrestre: o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, anunciou ontem no parlamento que esta acção de divulgação junto do público português deverá arrancar já no próximo mês de Março, não adiantando todavia qualquer data porque, referiu, trata-se de uma decisão que envolve várias partes, entre as quais a ANACOM. Recorde-se que o fim das emissões analógicas para a conjunto do território nacional está agendado para 26 de Abril de 2012, sendo que ainda este ano três “zonas-piloto” deverão passar a receber emissões por via terrestre exclusivamente em modo digital: Alenquer (no próximo dia 12 de Maio), Cacem (16 de Junho) e Nazaré (13 de Outubro de 2011).

Fonte: Tele Satélite

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Descodificadores para TDT têm boa imagem e registam descida de preços

De acordo com o estudo da Deco, o desempenho e os preços dos descodificadores variam muito, mas em todos a imagem não decepciona, mesmo quando são ligados a televisores convencionais (CRT), avança a Anacom no seu site.
Segundo a mesma fonte, o descodificador mais barato incluído no teste pode ser comprado por um preço que varia entre os 34.90 euros e os 37.95 euros. É o BestBuy Easy Home TDT HD Nano e pode ser comprado ao preço mais baixo nas lojas Box de Castelo Branco, da Maia e de Vila Nova de Famalicão. A Deco possui no seu site uma ferramenta de preços que permite saber qual a loja mais barata em cada zona.

De acordo com a Deco, “se optar pela Escolha Acertada, o Denver DMB-105HD, poupa até € 40 face a aparelhos de qualidade inferior. Caso escolha o Melhor do Teste, o Televes TDT 7151, poupa € 114, se comprar na loja certa”.

A Deco “não recomenda cinco aparelhos devido ao consumo inaceitável em stand-by: entre 10,2 W (CGV Premio HD-W) e 17,4 W (Univers by FTE U6000)”. A Comissão Europeia estipulou o limite de 2 watts para o consumo em stand-by dos aparelhos à venda a partir de Janeiro de 2010.

Recorde-se que a Autoridade Nacional de Comunicações, enquanto entidade que coordena o processo de transição das emissões analógicas para a televisão digital terrestre, e a DECO - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, “assinaram um protocolo nos termos do qual a associação se compromete a realizar testes comparativos em contínuo de caixas descodificadoras para a TDT, que venham a surgir no mercado”

In: Jornal de Negócios

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

92 por cento não sabem quando vai ser desligado o sinal analógico de TV

A um ano da data agendada para o arranque do desligamento do sinal analógico terrestre de televisão, 92 por cento dos portugueses com mais de 18 anos não sabe para quando está marcado este processo.
A estimativa é de um estudo da Universidade Lusófona, feito em parceria com a ANACOM e o OBERCOM.


Foto: Emissor do Mendro


Entre 1205 inquiridos, 85 por cento admitiu não saber a data do fim do sinal analógico, seis por cento apontaram erradamente o ano de 2011 e 0,7 por cento indicaram 2013 – o sinal será desligado progressivamente, num processo que arranca em 12 de Janeiro do próximo ano (depois de algumas experiências-piloto marcadas já para este ano) e que terminará a 26 de Abril.

A zona litoral do país é a primeira onde os transmissores serão desligados, seguindo-se em Março os Açores e a Madeira e, um mês depois, o resto do país.

A Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações) vai avançar com uma campanha de sensibilização da população sobre o fim da televisão analógica, apesar de o sinal digital já cobrir cerca de 87 por cento da população.

O estudo indicou ainda que 45 por cento dos inquiridos não têm televisão paga em casa e 87 por cento afirmaram que não querem ter mais canais. A mudança de sinal analógico para digital afecta os utilizadores que não sejam clientes de um serviço de acesso pago, como a televisão por cabo.

Os custos associados à TV digital são a preocupação dominante dos inquiridos (61 por cento), seguindo-se as questões práticas associadas à TV digital, como a cablagem e a instalação do equipamento.

Já nove por cento dos inquiridos indicaram não ter interesse ou ter pouco interesse na TV digital, 27 por cento mostraram-se moderadamente interessados, enquanto 59 por cento dos inquiridos manifestaram ter interesse ou muito interesse na TV digital.

A emissão através de sinal de televisão digital terrestre é uma imposição europeia e 2012 é o ano limite para a mudança. Caso não tenha uma televisão compatível, o utilizador terá de adquirir um descodificador do sinal.

Fonte: Jornal Público / Lusa