segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Emissor da Fóia foi desligado às 11 horas de hoje

Imagem capturada por TDT no Alentejo

O desligamento do centro emissor analógico da Fóia (Monchique) ocorreu esta segunda-feira, dia 23 de Janeiro de 2012, às 11 horas. Ao mesmo tempo foram desligados retransmissores analógicos de Santiago do Cacém, Cercal do Alentejo, Odemira, Odeceixe, Monchique, Aljezur e Silves. Este “apagão” atingiu vários concelhos dos distritos de Faro, Beja e Setúbal, com especial incidência nos concelhos de Albufeira, Aljezur, Lagoa, Lagos, Monchique, Portimão, Silves, Vila do Bispo, Aljustrel, Odemira, Ourique, Grândola, Santiago do Cacém e Sines. Foram afectadas algumas zonas dos concelhos de Almodôvar, Castro Verde e Beja.

Emissor da FÓIA é desligado esta segunda-feira às 11:00 horas

Centro emissor da Fóia - Foto: José Moreira


O desligamento do centro emissor analógico da Fóia (Monchique) está previsto para esta segunda-feira, dia 23 de Janeiro de 2012, às 11 horas. Ao mesmo tempo serão desligados retransmissores analógicos de Santiago do Cacém, Cercal do Alentejo, Odemira, Odeceixe, Monchique, Aljezur e Silves. Este “apagão” vai abranger vários concelhos dos distritos de Faro, Beja e Setúbal, com especial incidência nos concelhos de Albufeira, Aljezur, Lagoa, Lagos, Monchique, Portimão, Silves, Vila do Bispo, Aljustrel, Odemira, Ourique, Grândola, Santiago do Cacém e Sines. deverão ainda ser afectadas algumas zonas dos concelhos de Almodôvar, Castro Verde e Beja.Quem tiver as antenas de recepção de TV analógica orientadas para a Fóia deverá migrar para a TDT (terrestre ou satélite) ou, para captar ainda as emissões de TV analógica poderá orientar as suas antenas para os emissores do Mendro (Baixo-Alentejo) ou São Miguel (Algarve) pois estes só deverão ser desligados no dai 26 de Abril, a última fase do apagão analógico em Portugal.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

TDT: Ministério Público vai ouvir testemunhas no âmbito de queixa da Comissão de Trabalhadores da RTP

O Ministério Público vai ouvir as testemunhas incluídas na participação efectuada pela Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP sobre o processo de introdução da Televisão Digital Terrestre (TDT), revelou a CT.



“A CT considera que foram violados interesses difusos dos consumidores em todo o processo da TDT e apresentou uma queixa nesse sentido ao Ministério Público (MP) no passado dia 6”, disse à Lusa Camilo Azevedo, membro da organização.

“A instância judicial a quem foi entregue a queixa de vários membros da comissão de trabalhadores da RTP tomou uma primeira decisão favorável ao desenvolvimento da intervenção processual pretendida: mandou ouvir as testemunhas arroladas na participação, já a partir da próxima segunda-feira”, escreveu a entidade em comunicado.

A CT da estação pública “congratula-se com essa primeira decisão do Ministério Público”, acrescentou o texto, apesar de “nada estar ainda garantido”, salientando ser “um passo importante para serem acautelados os interesses difusos dos cidadãos, que a PT está a pôr em causa e que a ANACOM vem negligenciando de forma escandalosa”, ainda segundo o comunicado.

“Deu-se à raposa o galinheiro, ao entregar-se à PT a licença da TDT e deixando que se mantivesse como operadora na TV Cabo. Agora o que a PT está a fazer é a aproveitar-se da TDT para aumentar a sua quota de mercado no cabo”, acusou Azevedo.

O representante dos trabalhadores da RTP considerou ainda que “o sistema foi muito descuidado”, facto que se explica, na opinião de Camilo Azevedo, pela circunstância da Anacom ser financiada pelos operadores. “Os regulados pagam ao regulador”, o que faz com que o regulador não seja tão actuante “quanto devia ser”, afirmou. “A Anacom é uma agência da PT”, acusou ainda.

A CT fica agora à espera das diligências do MP e regista que a decisão favorável ao desenvolvimento da intervenção processual é apenas “um primeiro passo”. Mas “se o MP achar que a queixa tem cabimento, este processo dar até resultar numa providência cautelar e a que o modelo da TDT seja repensado, que é o que devia acontecer”, disse Camilo Azevedo.

“Este modelo de TDT tem que ser repensado, a vários níveis. Somos o país na Europa em que a TDT menos canais abertos distribui, somos também o único país em que a distribuição dos canais públicos é paga, a RTP vai pagar a distribuição pela TDP. É uma história da ganância excessiva como não há na Europa. É um negócio de milhões e como qualquer negócio de milhões faz-se ao tostão”, acusou ainda Camilo Azevedo.

IN: Público

sábado, 14 de janeiro de 2012

TDT: Quatro canais gratuitos em vez de 50



Na quinta-feira as populações de 25 concelhos dos distritos de Lisboa, Setúbal e Beja deixaram de ter televisão analógica. Foi a primeira fase do início da Televisão Digital Terrestre (TDT), que se vai estender a todo o território nacional até 26 de Abril.
«Acabámos de dar um passo muito importante em termos tecnológicos», disse o ministro Miguel Relvas, que assistiu no Castelo de Palmela ao ‘apagão’, para o qual muitos portugueses só agora se começaram a preparar. Segundo a ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações), «só nas últimas semanas centenas de milhares de famílias terão feito a migração».
Inicialmente, estava previsto que deixasse de haver televisão analógica em todo o litoral esta semana, mas o atraso na compra dos equipamentos necessários para receber o sinal digital levou a ANACOM a desdobrar a primeira fase de ‘apagamento’, «para garantir uma melhor operacionalização e monitorização» do processo.
1. Quais as oportunidades perdidas da TDT?
A TDT abre espaço para quase 50 novos canais. Mas os portugueses não vão beneficiar disso quando acabar a TV analógica. Tudo porque o Governo ainda não decidiu o que fazer com as frequências criadas pela nova tecnologia.
Só no Multiplexer A – no qual estão as frequências da RTP, SIC e TVI – vai haver espaço para quatro ou cinco novos canais.
A essas frequências juntam-se mais cinco multiplexers (cada um dos quais com oito ou nove canais) que foram atribuídos por concurso público à PT, mas que acabaram por ser ‘devolvidos’ ao Estado, uma vez que a operadora desistiu de ficar com eles. Neste momento, o espaço que está livre está nas mãos das operadoras de telemóvel, para a tecnologia 4G – tendo o Estado ganho 270 milhões de euros com a operação.
Ao SOL, o gabinete do ministro Miguel Relvas recusou adiantar que planos tem o Governo para estas frequências.
2. O que ganha Portugal com a TDT?
Segundo a ANACOM, as vantagens são a melhoria da qualidade de som e imagem e as novas funcionalidades que até aqui apenas estavam disponíveis para quem tinha televisão paga: guia electrónico de programação, gravação de programas e pausa de imagem, consoante as características do descodificador que se compre.
Quem estava em zonas do interior onde não recebia bem o sinal dos quatro canais generalistas, vai poder passar a vê-los em óptimas condições. O problema é que, nestas regiões, muitos são os que estão a orientar as antenas para Espanha, optando por deixar de ver a televisão portuguesa.
3. Qual a situação no resto da Europa?
A recomendação de passar para a TDT partiu da União Europeia, mas Portugal é dos últimos Estados-membros – ao lado do Reino Unido, da Itália e da Grécia – a desligar a televisão analógica. Os primeiros a avançar foram o Luxemburgo e a Holanda, em 2006.
Apesar da recomendação para que os países façam o switch-off este ano, o que regula as frequências de televisão é o Acordo de Genebra de 2006, que dá protecção às emissões analógicas até 17 de Junho de 2015. Daí que na Bulgária, por exemplo, o concurso para a TDT deva arrancar apenas em 2014.
A grande diferença é que em quase todos os países ter TDT significa ter mais canais gratuitos. «Os canais públicos têm sido uma solução recorrente na Europa para estimular as pessoas a migrarem para a TDT. Seria possível, por exemplo, colocar o canal Parlamento na ‘televisão aberta’», afirma ao SOL Sérgio Denicoli, professor da Universidade do Minho, que se questiona no seu blogue TV Digital em Portugal sobre «qual será o motivo que impede a disponibilização de todos os canais da RTP na TDT».
4. O que é preciso para continuar a ver TV?
Todos os que não têm televisão paga nem os novos televisores com a tecnologia MPEG 4 vão ter de investir na compra de um descodificador.
Para saber se precisa de um descodificador – semelhante às boxes da TV paga – ou de uma antena (prato) para receber a TDT por satélite, pode ir ao site tdt.telecom.pt ou ligar para o tel. 800 200 838.
5. Em que zonas não basta ter um descodificador?
De acordo com a ANACOM, «100% da população tem cobertura digital: 90% por via terrestre e os restantes 10% através de satélite, devido a questões que têm a ver com a geografia ou com a dispersão demográfica».
Uma vez que cerca de 70% da população já tem televisão paga, apenas cerca de 120 mil famílias vão receber a TDT por satélite. Com esta mudança, todos os portugueses vão passar a poder ver os quatro canais de acesso gratuito – que até agora chegavam apenas a 90% da população.
A ZON, por exemplo, aproveitou para lançar uma campanha que dá acesso aos quatro canais nacionais e a chamadas ilimitadas por 9,99 euros, com oferta do telefone e da instalação. Segundo a empresa, «está a correr muito bem a venda desse pacote».
6. Qual o valor mais alto que se pode pagar para ter TDT?
O preço dos descodificadores varia em função do modelo e das funcionalidades. Há descodificadores a partir de 25 euros. Mas há dezenas de ofertas no mercado, com os valores mais altos a rondar os cem euros.
A instalação do prato satélite, quando necessária, não pode, segundo a ANACOM, «ultrapassar os 61 euros». Em algumas zonas, poderá ser necessário fazer alguma intervenção nas antenas.
As famílias carenciadas têm direito a um subsídio correspondente a 50% do preço, com o limite de 22 euros, na compra dos kits satélite ou dos descodificadores de TDT. Primeiro terão de comprar e pagar os equipamentos e só depois se podem candidatar ao reembolso. Para isso, existe um formulário em tdt.telecom.pt e nas lojas PT.
7. Quais as soluções para as aldeias históricas?
Em regiões como as Aldeias de Xisto – paisagens de onde há muito desapareceram as antenas dos telhados –, a TDT foi vista como um problema. Por ficarem em zonas sombra, terão de ser servidas por sinal de satélite, o que implica colocar antenas nas casas.
Mas a ANACOM assegura ter solução: «Ficou decidido que as aldeias farão um levantamento da sua situação em termos de infra-estruturas, após o que a PT poderá equacionar soluções».
Sem explicar que tecnologia poderá ser usada, a ANACOM afirma que «a TDT ao invés de constituir um problema pode sim vir a ser a solução para a retirada das antenas, protegendo assim o património das aldeias».

IN: Semanário SOL

TDT: Municípios alentejanos exigem “tratamento equitativo”

A Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (AMBAAL) exigiu hoje um "tratamento equitativo" para todos os cidadãos no acesso à Televisão Digital Terrestre (TDT), alertando para casos de "dificuldades" de sinal na região.

A AMBAAL está "descontente" com a forma como o processo tem sido conduzido, porque "a TDT não cobre o território nacional da mesma forma", e exige "tratamento equitativo para todos os cidadãos", disse à Agência Lusa o presidente da AMBAAL e da Câmara de Moura (CDU), José Maria Pós-de-mina.

"Qualquer cidadão, independentemente de onde more, deve ter acesso à TDT em perfeitas condições", defendeu, frisando que se trata de "um direito que deve ser garantido a todos os cidadãos em condições de igualdade, o que, infelizmente, não está a acontecer".

Segundo o autarca, há "constrangimentos" no acesso à TDT, sobretudo em zonas do interior, como o Baixo Alentejo, onde, pelo menos nos concelhos de Moura e Almodôvar, há casos de "dificuldades de acesso ao sinal", disse.

No caso de Moura, "a indicação que é dada às pessoas é para apontarem as antenas para Vila Viçosa", que fica a cerca de 100 quilómetros, disse o autarca, referindo que "já várias pessoas do concelho contactaram a câmara por causa de dificuldades de acesso ao sinal" da TDT.

A AMBAAL pede a "correção" dos casos de "dificuldades" no acesso ao sinal da TDT e apela a que "seja considerada a situação particular do Baixo Alentejo", disse José Maria Pós-de-mina.

No caso da TDT, "estamos a falar de tecnologias inovadoras e dispendiosas, sobretudo para a população idosa", para a qual as consequências serão "nefastas", disse.

A AMBAAL defende que "o período de adaptação deveria ser mais alargado, em função dos meios disponíveis" e já que "estamos na presença de tratamento diferenciado de cidadãos", frisou.

Segundo o autarca, "há empresas a contactar as câmaras para financiarem a aquisição de repetidores para permitir que as pessoas possam ter um sinal de TDT em condições".

Os municípios integrados na AMBAAL "não estão disponíveis para substituírem as entidades que têm responsabilidades nesta matéria, muito menos num quadro em que as câmaras estão com extremas dificuldades em cumprir as suas obrigações", disse. 

IN: Região Sul

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Televisões e PT não se entendem sobre o preço a pagar pelo sinal digital



A Portugal Telecom quer cobrar mais pelo sinal digital do que custava o sinal analógico. A Anacom reconhece que o processo podia ser mais "simples e incentivador" para os consumidores.As três televisões de sinal aberto RTP, SIC e TVI e a Portugal Telecom não se entendem sobre o preço a pagar à operadora de telecomunicações pelo transporte do sinal digital. A PT, que tem dito que os custos do digital são os mesmos que os do analógico, quer cobrar a cada canal de TV 3,5 milhões de euros anuais pelo sinal digital, o que é mais do que os 3,2 milhões pagos ultimamente pelo sinal analógico. Ontem começou o apagão faseado do sinal analógico com o desligamento do emissor de Palmela e os retransmissores de Alcácer do Sal, Melides e Sesimbra. RTP, SIC e TVI querem "despachar" o apagão para poderem pagar menos do que os 4,1 milhões pelo sinal simultâneo em que estão a emitir agora.

O contrato assinado em 2008 pelas três televisões e a PT estipulava que o preço para o período do simulcast (emissão em simultâneo dos sinais analógico e digital, que começou em Maio de 2011) seria igual ao praticado em 2007 para o analógico, ou seja, no caso, por exemplo, da SIC, de 4,1 milhões de euros por ano. O valor para a TVI seria inferior, já que a estação tinha a sua própria rede - a RETI, que vendeu à PT nesse ano. Porém, em 2009, a Anacom - Autoridade Nacional de Comunicações reviu o preço do sinal para 3,2 milhões.

As televisões estão em luta com a PT, que não aceita reduzir o preço de 3,5 milhões de euros por ano que lhes propôs. Os canais argumentam que na altura do contrato o sinal aberto tinha 60% do mercado e agora já é só de 40%, devido ao crescimento da TV paga. E estão à espera de que a Anacom faça uma nova revisão dos custos de transmissão, como é normal a cada dois anos. Contactada pelo PÚBLICO, a PT recusou comentar o assunto.

TDT já é real a sul do Tejo

Bastou ao engenheiro Paulino rodar um botão, depois da ordem do ministro Miguel Relvas, por videoconferência, quatro minutos antes da hora marcada. Às 11h41 de ontem desligou-se o sinal analógico na península de Setúbal e parte do Alentejo. Quem só recebe os quatro canais e não tem descodificador vê agora um ecrã negro com uma mensagem sobre o fim da emissão analógica e os contactos para mais informações.

Os próximos dias serão fundamentais para perceber se haverá problemas de monta, avisa a Anacom. O presidente reconhece que a migração, que "é uma obrigação", "podia ter sido mais simples, mais interessante e mais incentivadora". "As pessoas sentem que estão a mudar para algo que é quase igual ao que tinham e que tem um custo que para alguns é duro - não vamos escamotear", disse Amado da Silva na cerimónia.

Zeinal Bava, presidente da PT, aproveitou para rejeitar a acusação de conflito de interesses no processo: "A TDT não tem nada a ver com a estratégia da televisão paga da PT ou de outros operadores. Estamos essencialmente a prestar um serviço de engenharia que permite que toda a gente possa ver TV. Não é necessário subscrever qualquer serviço de TV paga para ter acesso aos quatro canais" de sinal aberto. Vincou que se até aqui a TVI só chegava a 82% da população e a SIC a 88%, agora a cobertura é de 100%. E queixou-se: "Era suposto a PT transportar o sinal de seis canais. Sendo apenas quatro, a PT é prejudicada porque cobra menos do que estava contratado."

Na cerimónia estiveram representantes da Anacom, do Governo, da PT, da ERC e pelos operadores apenas compareceram a SIC e a TVI. Questionada pelo PÚBLICO, a administração da RTP respondeu que "não esteve presente na cerimónia por razões internas, mas informou a Anacom das razões que a impediam de participar". O próximo passo é o desligamento, dia 23, do emissor de Fóia - Monchique e retransmissores de Santiago do Cacém, Cercal do Alentejo, Odemira, Odeceixe, Monchique, Aljezur e Silves. O apagão total será a 26 de Abril.

In Publico

Municípios do Baixo Alentejo e Litoral preocupados com cobertura da TDT



O Conselho Directivo da AMBAAL -Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, expressa o seu “descontentamento” face à forma como tem sido conduzido o processo de implementação da TDT -Televisão Digital Terrestre.
Os municípios “exigem tratamento equitativo para todos os cidadãos” e apelam “a que seja considerada a situação particular dos territórios do Baixo Alentejo”.
Em nota de imprensa enviada à Rádio Pax o Conselho Directivo realça que “é do conhecimento geral que a infra-estrutura [de TDT] não cobre o território da mesma forma, sobretudo em zonas do interior e periféricas, notando-se no território do Baixo Alentejo alguns constrangimentos”.
Os municípios frisam que “estamos perante tecnologias inovadoras e dispendiosas, sobretudo para uma população idosa, cujas consequências, serão nefastas na medida em que o período de adaptação deveria ser mais alargado, em função dos meios disponíveis, pois, estamos na presença de tratamento diferenciado de cidadãos”.



IN: Rádio Pax

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

ANACOM PRESTOU INFORMAÇÕES ERRADAS À POPULAÇÃO! BEJA E A REGIÃO DO ALENTEJO CONTINUAM SERVIDOS PELO SINAL ANALÓGICO ATÉ 26 DE ABRIL

Apesar dos alertas que enviámos à ANACOM, os mesmos foram ignorados. Foi e é lamentável termos assistido hoje, dia em que o sinal analógico foi desligado do emissor de Palmela e retransmissores de Alcácer do Sal, Melides e Sesimbra, à divulgação falsa e errada através dos órgãos de comunicação social nacionais de que os concelhos de BEJA, FERREIRA DO ALENTEJO, ALVITO, CUBA E VIANA DO ALENTEJO já teriam ficado sem acesso total ao sinal analógico, sendo servidos apenas pela TDT! Ora nada mais absurdo e falso! Todos os concelhos mencionados são servidos pelo Centro Emissor do MENDRO, na serra do Mendro, que serve a esmagadora maioria dos distritos de Beja e Évora e parte do de Setúbal, chegando inclusivamente à serra do Caldeirão (Algarve). Por exemplo, o emissor do Mendro está a 30 km de BEJA enquanto o de Palmela se situa a cerca de 150km de distância desta cidade e deste concelho, nunca tendo sido opção para a recepção analógica nesta região. Apenas o emissor da Fóia em Monchique, esse sim, tem cobertura ano Baixo Alentejo a par do Mendro.


Ora, o TDT no Alentejo entende que a ANACOM fez uma terrível propaganda, levando as pessoas ao engano e ao erro e levando a comunicação social a divulgar informações completamente imprecisas e falsas! O emissor de PALMELA nunca foi opção nestes concelhos, uma vez que o sinal analógico do referido emissor nunca cobriu esta zona pois nem potência tinha para cá chegar. Estando os concelhos do Baixo Alentejo nas imediações do mais potente emissor analógico do país, o Mendro, como poderiam estes ficar sem cobertura analógica neste dia 12 de Janeiro?!
Mais informamos que, para além do Mendro e da Fóia, a cidade de Beja conta ainda com o retransmissor da Atalaia (Beja), a 2 km da cidade e que serve a zona sul da mesma.

Como se pode admitir que a ANACOM tenha divulgado que os concelhos acima referidos migrariam hoje em exclusivo para a TDT?  Inadmissível! Levaram a população ao engano, nomeadamente em Beja, Cuba, Alvito, Ferreira do Alentejo e Viana do Alentejo!

Importa pois informar condignamente as populações do seguinte: O centro Emissor do MENDRO estará em pleno funcionamento até 26 de Abril, levando as emissões analógicas até às populações da esmagadora maioria dos concelhos do Baixo e Alto Alentejo com excepção de Odemira, Ourique, parte de Aljustrel e Almodôvar, bem como de Castro Verde, que recebem as emissões analógicas, parcialmente da Fóia que será desligado a 23 de Janeiro. Também o retransmissor da Atalaia (Beja) e restantes retransmissores dependentes do Mendro funcionarão até 26 de Abril. Os que dependem da Fóia, nomeadamente Odemira, Aljezur, Silves, Monchique, entre outros do sudoeste alentejano e barlavento algarvio, deixarão de emitir a 23 de Janeiro.

Que fique claro que os concelhos dados como sem sinal analógico pela ANACOM, no distrito de Beja a partir de hoje, continuam todos sem excepção com o sinal analógico a 100%, não tendo o emissor de Palmela qualquer influência na região pois nem tinha potência para o cobrir!

Lamentável!

TDT no Alentejo

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

“Apagão” televisivo começa às 12h00 de quinta-feira

A ANACOM vai realizar o desligamento do emissor analógico de televisão de Palmela, que cobre a faixa Litoral de Portugal Continental às 11 horas de quinta-feira, dia 12 de janeiro.             

    



O desligamento vai ser realizado no âmbito da migração para TDT (Televisão Digital Terrestre) que tem sido alvo de forte contestação, designadamente por parte da Associação de Defesa dos Consumidores DECO mas também por parte dos Municípios, designadamente, no Algarve das autarquias de Monchique, Castro Marim e Alcoutim.
Os autarcas clamam, em nome dos seus munícipes, que estes não estão preparados para a migração, por falta de informação e ainda as condições técnicas existentes, que os obrigarão a gastos excessivos por os territórios estarem no cone de sombra pelo que terão de recorrer a emissões de satélite.
Para o desligamento, a ANACOM vai realizar uma cerimónia no Castelo de Palmela.

Espanha soma e segue: Discovery Max e Energy TV na TDT espanhola

Este é certamente um bom presságio para o futuro da TDT, fazendo-nos esquecer 2011, com o desaparecimento de muitos canais. De facto, 2012 começou com dois novos canais o é algo digno de registo. O  primeiro é a TV Energia, o canal Mediaset orientado para o sexo masculino que podemos ver na frequência onde estava antes Canal + Two. A segunda é o Discovery Max, que já começou oficialmente a emitir na frequência de Veo TV. Também há  mais canais esperados para os primeiros tempos deste ano,  ainda assim desconhece-se qual o novo canal vai ocupar o lugar de La 10. Notícias reveladas hoje pela Tele Digital espanhola dão conta de que o mais certo é que a frequência do La 10 seja ocupada pelo canal Paramount Comedy, em sinal aberto, claro está!


Fonte: Tele Digital