terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Receptores TDT - DTH que a PT está a fornecer

Aqui ficam as imagens dos novos receptores Samsung que a PT Comunicações está a vender aos clientes com cobertura de Televisão Digital via satélite


Receptor DTH da tv digital portuguesa actualmente fornecido pela PT - Fotos: José Moreira

PT confirma reforço de cobertura TDT em algumas sedes de concelho



Foi em nota enviada apenas à Lusa que a PT confirmou o que a Anacom já tinha referido. Vai ser reforçada a cobertura TDT, com o processo já em andamento.

A Portugal Telecom (PT) vai "reforçar a cobertura de Televisão Digital Terrestre (TDT) nas sedes de concelho com menor cobertura" quando possível, assegurando uma cobertura de 93/94%, disse a operadora à Lusa, que não respondeu ontem à pergunta colocada pelo Negócios.

Em nota enviada à Agência Lusa, fonte da PT confirma que, "apesar de ter cumprido integralmente as responsabilidades que lhe foram conferidas no processo de implementação da TDT no que diz respeito à cobertura de 100% da população (...), irá reforçar a cobertura de TDT terrestre nas sedes de concelho com menor cobertura, sempre que haja viabilidade técnica e que a complexidade do sistema assim o permita".

A empresa acrescenta que tal será feito "gradualmente e de acordo com o calendário de switch-off (desligamento) definido", pelo que "a cobertura de TDT terrestre em Portugal passará para cerca de 93/94%".

Na licença estava previsto que a PT cobrisse, apenas, 90% da população com o sistema TDT, ficando a restante coberta com o sistema via satélite.

Agora, e já com muitos equipamentos vendidos, uma vez que já se realizaram algumas fases do desligamento, a PT anuncia o reforço de cobertura TDT, não especificando os locais.

Quem ainda não migrou para a TDT, tem de verificar a cobertura no "site" tdt.telecom.pt ou pelo telefone 800200838.

Mas na nota enviada à Lusa não é referido o que acontece quando as pessoas já tenham comprado o aparelho satélite, mas passem a ter cobertura digital.

IN: Jornal de Negócios

ÚLTIMA HORA: PT vai reforçar cobertura da TDT

A Portugal Telecom garantiu que vai "reforçar a cobertura de Televisão Digital Terrestre (TDT) nas sedes de concelho com menor cobertura" quando possível, assegurando uma cobertura de 93/94 por cento.


Emissor de Beja TDT - Foto: José Moreira

À agência Lusa, fonte da PT confirma que, "apesar de ter cumprido integralmente as responsabilidades que lhe foram conferidas no processo de implementação da TDT no que diz respeito à cobertura de 100 por cento da população (...), irá reforçar a cobertura de TDT terrestre  nas sedes de concelho com menor cobertura, sempre que haja viabilidade técnica e que a complexidade do sistema assim o permita".
A empresa acrescenta que tal será feito "gradualmente e de acordo com o calendário de switch-off (desligamento) definido", pelo que "a cobertura  de TDT terrestre em Portugal passará para cerca de 93/94 por cento".
Segunda-feira, Eduardo Cardadeiro, administrador da Autoridade Nacional  de Comunicações (ANACOM) tinha já adiantado que tem tido reuniões de trabalho com várias entidades, como autarquias e a PT. Segundo o administrador, responsável pelo processo da TDT, o regulador "tem sensibilizado a Portugal Telecom  no sentido de poder rever um caso ou outro, sendo que a PT está neste momento a cobrir as suas obrigações de cobertura do território nacional".
A ANACOM informou ainda que, após o desligamento do emissor de sinal analógico da Fóia, que abrange vários concelhos do Algarve e Alentejo, num total de 110 mil famílias, foram registadas 93 reclamações até às 19h00 de segunda-feira.
O próximo passo vai ter lugar a 1 de Fevereiro com o desligar do transmissor  de Monsanto, em Lisboa, e dos retransmissores de Areeiro, Barcarena, Caparica,  Carvalhal, Cheleiros, Estoril, Graça, Montemor-o-Novo, Odivelas, Sintra, Malveira, Sobral de Monte Agraço, Coruche e Cabeção. 

IN: Correio da Manhã com Agência Lusa

Câmara de Ourique cria grupo de trabalhado para avaliar “apagão analógico”


Câmara de Ourique vai, através de um grupo de trabalho constituído por presidentes das Juntas de Freguesia, assistentes sociais e funcionários do município, avaliar as consequências do “apagão analógico” depois de desligado, ontem, o emissor da Fóia e vários retransmissores. O município pretende também requerer junto da Anacom-Autoridade Nacional de Comunicações, as comparticipações para os munícipes que vivem nas zonas de “sombra”, ou seja, locais onde não chega o sinal de Televisão Digital. A autarquia solicitou à Anacom a instalação de um retransmissor na vila. O retransmissor instalado no último fim-de-semana minimizou o impacto do “apagão analógico” em Ourique, explica Pedro do Carmo, presidente do município.

IN: Rádio Pax - BEJA

Autarcas do Alentejo apontam casos pontuais de problemas com fim do sinal analógico

Autarcas alentejanos apontaram hoje a existência de casos pontuais nos seus concelhos em que moradores ficaram sem televisão ou com “sinal fraco” de TDT, depois do desligamento do emissor analógico da Fóia.


Numa ronda efectuada pela Agência Lusa junto dos municípios de Ourique, Odemira, Sines e Santiago do Cacém, assim como de juntas de freguesia, foi possível perceber que, para já, os problemas são pontuais e resumem-se a zonas de serra ou mais isoladas.

No caso de Ourique, o presidente da câmara, Pedro do Carmo, assegurou que estava “muito preocupado” com o fim do sinal analógico e a introdução da Televisão Digital Terrestre (TDT), que poderia afectar “40 por cento da população”.

“Mas, reunimo-nos com a ANACOM e exigimos à Portugal Telecom (PT) que o sinal fosse reforçado e, este fim-de-semana, foi instalado um retransmissor em Ourique, o que resolveu grande parte da nossa ‘zona sombra’”, afiançou.

Contudo, o autarca estimou que “cinco a 10 por cento da população”, sobretudo da zona sul do concelho, na serra de Santana, possa ter problemas em captar o sinal de TDT.

“Deverá haver problemas para sul, na zona de Santana da Serra. Estou preocupado com essa área, porque algumas zonas da serra não devem captar a TDT”, disse.

Contactada pela Lusa, a Junta de Freguesia de Santana da Serra confirmou que “há pessoas em algumas zonas, sobretudo em montes, que não apanham a TDT, mesmo com o equipamento”.

Já no concelho de Odemira, o presidente da Junta de Freguesia de S. Teotónio, José Manuel Guerreiro, adiantou que “há pessoas que, embora tenham o descodificador e as antenas viradas para Monchique, já protestaram porque não apanham televisão”.

“E há algumas pessoas que apanham TDT, mas o sinal é fraco, quase não conseguem ver televisão”, afirmou, frisando, ainda assim, serem “casos pontuais” porque “a maioria das pessoas estava à espera de ser desligado o sinal analógico e ainda nem tem descodificador”.

O presidente do município de Santiago do Cacém, Vítor Proença, disse não possuir muitas informações, por o emissor da Fóia e o retransmissor analógico do concelho só terem sido desligados hoje.

“Mas podem vir a ocorrer problemas de captação em S. Francisco e no Cercal do Alentejo”, admitiu, frisando que a autarquia vai “continuar a acompanhar” a situação.

Só no concelho de Sines, assegurou a vereadora da câmara Carmen Francisco, é que não há problemas: “Não nos chegaram pedidos de esclarecimento ou de intervenção por as pessoas não conseguirem receber a TDT”.

No âmbito da primeira fase de introdução da TDT, foram hoje desligados o emissor da Fóia e os retransmissores de Monchique, Cercal do Alentejo, Santiago do Cacém, Odemira, Odeceixe, Aljezur e Silves, que abrangiam vários concelhos do Algarve e do Alentejo.

IN: Público

Anacom regista 93 queixas após desligamento do emissor da Fóia

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) registou até às 19h desta segunda-feira, 93 reclamações após o desligamento do emissor de sinal analógico da Fóia, que abrange vários concelhos do Algarve e do Alentejo.
Emissor da Fóia (Monchique) foi desligado ontem



Essas queixas foram registadas através do call center da TDT [Televisão Digital Terrestre], por pessoas que afirmaram que ficaram sem televisão. O emissor da Fóia abrange 110 mil famílias.

O administrador da TDT, Eduardo Cardadeiro, afirmou nesta segunda-feira que tem tido reuniões de trabalho com autarquias e a Portugal Telecom. No caso da PT, especificou, para a sensibilizar para a necessidade de reforçar a cobertura terrestre na rede da televisão digital, congratulando-se “com a disponibilidade mostrada pela PT para este reforço, nomeadamente nas sedes de concelho menos cobertas, sempre que isso seja tecnicamente possível”.

O mesmo responsável não especificou os concelhos em causa. Na primeira fase do plano para a cessação das emissões analógicas terrestres de televisão, foi hoje desligado o transmissor da Fóia, bem como os retransmissores de Santiago do Cacém, Cercal do Alentejo, Odemira, Odeceixe, Monchique, Aljezur e Silves.

O próximo passo vai ter lugar a 1 de Fevereiro com o desligar do transmissor de Monsanto, em Lisboa, e dos retransmissores de Areeiro, Barcarena, Caparica, Carvalhal, Cheleiros, Estoril, Graça, Montemor-o-Novo, Odivelas, Sintra, Malveira, Sobral de Monte Agraço, Coruche e Cabeção.

IN: Público

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Emissor da Fóia foi desligado às 11 horas de hoje

Imagem capturada por TDT no Alentejo

O desligamento do centro emissor analógico da Fóia (Monchique) ocorreu esta segunda-feira, dia 23 de Janeiro de 2012, às 11 horas. Ao mesmo tempo foram desligados retransmissores analógicos de Santiago do Cacém, Cercal do Alentejo, Odemira, Odeceixe, Monchique, Aljezur e Silves. Este “apagão” atingiu vários concelhos dos distritos de Faro, Beja e Setúbal, com especial incidência nos concelhos de Albufeira, Aljezur, Lagoa, Lagos, Monchique, Portimão, Silves, Vila do Bispo, Aljustrel, Odemira, Ourique, Grândola, Santiago do Cacém e Sines. Foram afectadas algumas zonas dos concelhos de Almodôvar, Castro Verde e Beja.

Emissor da FÓIA é desligado esta segunda-feira às 11:00 horas

Centro emissor da Fóia - Foto: José Moreira


O desligamento do centro emissor analógico da Fóia (Monchique) está previsto para esta segunda-feira, dia 23 de Janeiro de 2012, às 11 horas. Ao mesmo tempo serão desligados retransmissores analógicos de Santiago do Cacém, Cercal do Alentejo, Odemira, Odeceixe, Monchique, Aljezur e Silves. Este “apagão” vai abranger vários concelhos dos distritos de Faro, Beja e Setúbal, com especial incidência nos concelhos de Albufeira, Aljezur, Lagoa, Lagos, Monchique, Portimão, Silves, Vila do Bispo, Aljustrel, Odemira, Ourique, Grândola, Santiago do Cacém e Sines. deverão ainda ser afectadas algumas zonas dos concelhos de Almodôvar, Castro Verde e Beja.Quem tiver as antenas de recepção de TV analógica orientadas para a Fóia deverá migrar para a TDT (terrestre ou satélite) ou, para captar ainda as emissões de TV analógica poderá orientar as suas antenas para os emissores do Mendro (Baixo-Alentejo) ou São Miguel (Algarve) pois estes só deverão ser desligados no dai 26 de Abril, a última fase do apagão analógico em Portugal.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

TDT: Ministério Público vai ouvir testemunhas no âmbito de queixa da Comissão de Trabalhadores da RTP

O Ministério Público vai ouvir as testemunhas incluídas na participação efectuada pela Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP sobre o processo de introdução da Televisão Digital Terrestre (TDT), revelou a CT.



“A CT considera que foram violados interesses difusos dos consumidores em todo o processo da TDT e apresentou uma queixa nesse sentido ao Ministério Público (MP) no passado dia 6”, disse à Lusa Camilo Azevedo, membro da organização.

“A instância judicial a quem foi entregue a queixa de vários membros da comissão de trabalhadores da RTP tomou uma primeira decisão favorável ao desenvolvimento da intervenção processual pretendida: mandou ouvir as testemunhas arroladas na participação, já a partir da próxima segunda-feira”, escreveu a entidade em comunicado.

A CT da estação pública “congratula-se com essa primeira decisão do Ministério Público”, acrescentou o texto, apesar de “nada estar ainda garantido”, salientando ser “um passo importante para serem acautelados os interesses difusos dos cidadãos, que a PT está a pôr em causa e que a ANACOM vem negligenciando de forma escandalosa”, ainda segundo o comunicado.

“Deu-se à raposa o galinheiro, ao entregar-se à PT a licença da TDT e deixando que se mantivesse como operadora na TV Cabo. Agora o que a PT está a fazer é a aproveitar-se da TDT para aumentar a sua quota de mercado no cabo”, acusou Azevedo.

O representante dos trabalhadores da RTP considerou ainda que “o sistema foi muito descuidado”, facto que se explica, na opinião de Camilo Azevedo, pela circunstância da Anacom ser financiada pelos operadores. “Os regulados pagam ao regulador”, o que faz com que o regulador não seja tão actuante “quanto devia ser”, afirmou. “A Anacom é uma agência da PT”, acusou ainda.

A CT fica agora à espera das diligências do MP e regista que a decisão favorável ao desenvolvimento da intervenção processual é apenas “um primeiro passo”. Mas “se o MP achar que a queixa tem cabimento, este processo dar até resultar numa providência cautelar e a que o modelo da TDT seja repensado, que é o que devia acontecer”, disse Camilo Azevedo.

“Este modelo de TDT tem que ser repensado, a vários níveis. Somos o país na Europa em que a TDT menos canais abertos distribui, somos também o único país em que a distribuição dos canais públicos é paga, a RTP vai pagar a distribuição pela TDP. É uma história da ganância excessiva como não há na Europa. É um negócio de milhões e como qualquer negócio de milhões faz-se ao tostão”, acusou ainda Camilo Azevedo.

IN: Público

sábado, 14 de janeiro de 2012

TDT: Quatro canais gratuitos em vez de 50



Na quinta-feira as populações de 25 concelhos dos distritos de Lisboa, Setúbal e Beja deixaram de ter televisão analógica. Foi a primeira fase do início da Televisão Digital Terrestre (TDT), que se vai estender a todo o território nacional até 26 de Abril.
«Acabámos de dar um passo muito importante em termos tecnológicos», disse o ministro Miguel Relvas, que assistiu no Castelo de Palmela ao ‘apagão’, para o qual muitos portugueses só agora se começaram a preparar. Segundo a ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações), «só nas últimas semanas centenas de milhares de famílias terão feito a migração».
Inicialmente, estava previsto que deixasse de haver televisão analógica em todo o litoral esta semana, mas o atraso na compra dos equipamentos necessários para receber o sinal digital levou a ANACOM a desdobrar a primeira fase de ‘apagamento’, «para garantir uma melhor operacionalização e monitorização» do processo.
1. Quais as oportunidades perdidas da TDT?
A TDT abre espaço para quase 50 novos canais. Mas os portugueses não vão beneficiar disso quando acabar a TV analógica. Tudo porque o Governo ainda não decidiu o que fazer com as frequências criadas pela nova tecnologia.
Só no Multiplexer A – no qual estão as frequências da RTP, SIC e TVI – vai haver espaço para quatro ou cinco novos canais.
A essas frequências juntam-se mais cinco multiplexers (cada um dos quais com oito ou nove canais) que foram atribuídos por concurso público à PT, mas que acabaram por ser ‘devolvidos’ ao Estado, uma vez que a operadora desistiu de ficar com eles. Neste momento, o espaço que está livre está nas mãos das operadoras de telemóvel, para a tecnologia 4G – tendo o Estado ganho 270 milhões de euros com a operação.
Ao SOL, o gabinete do ministro Miguel Relvas recusou adiantar que planos tem o Governo para estas frequências.
2. O que ganha Portugal com a TDT?
Segundo a ANACOM, as vantagens são a melhoria da qualidade de som e imagem e as novas funcionalidades que até aqui apenas estavam disponíveis para quem tinha televisão paga: guia electrónico de programação, gravação de programas e pausa de imagem, consoante as características do descodificador que se compre.
Quem estava em zonas do interior onde não recebia bem o sinal dos quatro canais generalistas, vai poder passar a vê-los em óptimas condições. O problema é que, nestas regiões, muitos são os que estão a orientar as antenas para Espanha, optando por deixar de ver a televisão portuguesa.
3. Qual a situação no resto da Europa?
A recomendação de passar para a TDT partiu da União Europeia, mas Portugal é dos últimos Estados-membros – ao lado do Reino Unido, da Itália e da Grécia – a desligar a televisão analógica. Os primeiros a avançar foram o Luxemburgo e a Holanda, em 2006.
Apesar da recomendação para que os países façam o switch-off este ano, o que regula as frequências de televisão é o Acordo de Genebra de 2006, que dá protecção às emissões analógicas até 17 de Junho de 2015. Daí que na Bulgária, por exemplo, o concurso para a TDT deva arrancar apenas em 2014.
A grande diferença é que em quase todos os países ter TDT significa ter mais canais gratuitos. «Os canais públicos têm sido uma solução recorrente na Europa para estimular as pessoas a migrarem para a TDT. Seria possível, por exemplo, colocar o canal Parlamento na ‘televisão aberta’», afirma ao SOL Sérgio Denicoli, professor da Universidade do Minho, que se questiona no seu blogue TV Digital em Portugal sobre «qual será o motivo que impede a disponibilização de todos os canais da RTP na TDT».
4. O que é preciso para continuar a ver TV?
Todos os que não têm televisão paga nem os novos televisores com a tecnologia MPEG 4 vão ter de investir na compra de um descodificador.
Para saber se precisa de um descodificador – semelhante às boxes da TV paga – ou de uma antena (prato) para receber a TDT por satélite, pode ir ao site tdt.telecom.pt ou ligar para o tel. 800 200 838.
5. Em que zonas não basta ter um descodificador?
De acordo com a ANACOM, «100% da população tem cobertura digital: 90% por via terrestre e os restantes 10% através de satélite, devido a questões que têm a ver com a geografia ou com a dispersão demográfica».
Uma vez que cerca de 70% da população já tem televisão paga, apenas cerca de 120 mil famílias vão receber a TDT por satélite. Com esta mudança, todos os portugueses vão passar a poder ver os quatro canais de acesso gratuito – que até agora chegavam apenas a 90% da população.
A ZON, por exemplo, aproveitou para lançar uma campanha que dá acesso aos quatro canais nacionais e a chamadas ilimitadas por 9,99 euros, com oferta do telefone e da instalação. Segundo a empresa, «está a correr muito bem a venda desse pacote».
6. Qual o valor mais alto que se pode pagar para ter TDT?
O preço dos descodificadores varia em função do modelo e das funcionalidades. Há descodificadores a partir de 25 euros. Mas há dezenas de ofertas no mercado, com os valores mais altos a rondar os cem euros.
A instalação do prato satélite, quando necessária, não pode, segundo a ANACOM, «ultrapassar os 61 euros». Em algumas zonas, poderá ser necessário fazer alguma intervenção nas antenas.
As famílias carenciadas têm direito a um subsídio correspondente a 50% do preço, com o limite de 22 euros, na compra dos kits satélite ou dos descodificadores de TDT. Primeiro terão de comprar e pagar os equipamentos e só depois se podem candidatar ao reembolso. Para isso, existe um formulário em tdt.telecom.pt e nas lojas PT.
7. Quais as soluções para as aldeias históricas?
Em regiões como as Aldeias de Xisto – paisagens de onde há muito desapareceram as antenas dos telhados –, a TDT foi vista como um problema. Por ficarem em zonas sombra, terão de ser servidas por sinal de satélite, o que implica colocar antenas nas casas.
Mas a ANACOM assegura ter solução: «Ficou decidido que as aldeias farão um levantamento da sua situação em termos de infra-estruturas, após o que a PT poderá equacionar soluções».
Sem explicar que tecnologia poderá ser usada, a ANACOM afirma que «a TDT ao invés de constituir um problema pode sim vir a ser a solução para a retirada das antenas, protegendo assim o património das aldeias».

IN: Semanário SOL