quinta-feira, 28 de junho de 2012

TDT: 23 queixas no Provedor de Justiça


Um total de 23 queixas sobre a migração do sinal analógico de televisão para o digital chegaram este ano à Provedoria da Justiça, a maior parte das quais por dificuldade de recepção, segundo informação daquele organismo.
As queixas sobre o processo que terminou em definitivo com as emissões analógicas a 26 de Abril deram entrada até 21 de Junho.
As primeiras queixas a chegar datam de Abril de 2011, num total de seis.
Numa resposta enviada à Lusa, a provedoria indica que os motivos mais frequentes das queixas recebidas desde o ano passado são os custos elevados (oito até ao momento) e dificuldades na recepção do sinal (16).
As restantes queixas "têm muito pouca expressão e versam sobre casos pontuais, nomeadamente dúvidas quanto aos procedimentos a adoptar para receber TDT e reclamações sobre equipamento avariado", lê-se.
A provedoria tem encaminhado os queixosos para a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), "sem prejuízo da audição desta entidade sempre que tal se justifique - mormente quando os interessados já se lhe dirigiram, sem que o assunto fosse resolvido".
Segundo a mesma resposta do gabinete do provedor Alfredo José de Sousa, em alguns casos de audição da ANACOM "esta entidade tem dado conta da resolução de problemas de falta de sinal em diversas zonas do país, mas prossegue a instrução de vários outros processos sobre este mesmo problema".


IN: Correio da Manhã

terça-feira, 19 de junho de 2012

PT paga por reajuste de sinal



Algumas zonas do País ainda estão a ter alguns problemas na recepção do sinal da Televisão Digital Terrestre (TDT), mas as soluções não vão implicar mais custos para o consumidor. Desde o apagão, a 26 de Abril, chegaram cerca de 1400 queixas à DECO de deficiente recepção do sinal, ou mesmo perda, mas ao que a Correio TV apurou, a Portugal Telecom (PT) "informou as populações de que houve uma afinação na rede" e garante que as pessoas serão ressarcidas de quaisquer gastos que tenham para obter o sinal.
A PT refere-se a despesas, por exemplo, com a contratação de um técnico de TDT para reorientar as antenas de recepção.
Contactada, a ANACOM esclareceu que "foram atribuídas frequências adicionais para colmatar as falhas de sinal da TDT em algumas zonas, impondo-se à PT a responsabilidade de informar a população relativamente a essas alterações". De recordar que a PT é responsável pela transmissão do sinal digital de televisão.

IN: Correio da Manhã

Deputado socialista confiante na resolução dos problemas de receção do sinal da TDT no distrito de Portalegre

Emissor TDT de Portalegre - Foto: José Moreira

O deputado socialista, Pedro Marques, assegurou hoje que a TDT vai chegar a todos os lares do distrito de Portalegre, através da via terrestre ou satélite, sem custos adicionais para os utilizadores.
Pedro Marques, falava, à margem de uma reunião, que envolveu um administrador da PT e autarcas do Alto Alentejo, para analisar os problemas de recepção do sinal da TDT no distrito de Portalegre, que nas últimas semanas deixaram milhares de cidadãos sem acesso à televisão.
Esta iniciativa resultou do trabalho desenvolvido pela Federação Distrital do PS de Portalegre e de diversos contactos com autarcas locais sobre a situação da TDT na região, tendo o deputado Pedro Marques, diligenciado no sentido da vinda de um membro da administração da PT ao distrito para esclarecer dúvidas sobre esta matéria.
Pedro Marques, adiantou que PT comprometeu-se a promover ações de sensibilização junto das populações que não conseguem aceder às emissões televisivas desde o apagão analógico, a 26 de abril, e a desenvolver as diligências necessárias para resolver o problema.
Contactado pela Rádio Portalegre, o vereador socialista na Câmara Municipal de Marvão, Nuno Lopes, considerou de “meia verdade” as informações avançadas pelo deputado Pedro Marques.
O autarca mostrou-se mesmo frustrado com o resultado da reunião com o membro da administração da PT, afirmando que “não passou de uma palestra”, onde “não foi demonstrado interesse em arranjar uma solução para resolver o problema da TDT na região”.
A mudança para a Televisão Digital Terrestre (TDT) deixou milhares de habitantes do distrito de Portalegre sem acesso às emissões televisivas parcial ou totalmente.
Marvão, Castelo de Vide, Nisa e Crato são os concelhos onde os problemas de receção do sinal da TDT são mais graves, mas as deficiências de cobertura registam-se um pouco por todo o Alto Alentejo.

IN: Rádio Portalegre

Subsídios da TDT válidos até Agosto

O apagão do sinal analógico de televisão já aconteceu há cerca de dois meses, mas quem quiser pedir apoio financeiro para a compra de um descodificador para a Televisão Digital Terrestre (TDT) ainda o pode fazer, já que o programa de subsidiação continua em vigor até 31 de Agosto.
No total, a Autoridade Nacional de Comunicações informa que existem três tipos de apoio. O primeiro comparticipa em 50%, com o limite máximo de 22 euros, a compra de descodificadores TDT ou via satélite para beneficiários de Rendimento Social de Inserção, reformados com rendimento máximo de 500 euros, portadores de deficiência e instituições como misericórdias e hospitais.
O segundo apoio destina-se a quem tiver de comprar um descodificador satélite, com o preço máximo fixado em 30 euros, com encomenda prévia. Quem levar o equipamento no momento paga 77 euros, mas depois recebe uma comparticipação de 47 euros, independentemente da sua situação financeira. Os beneficiários do primeiro programa de apoio podem acumular as ajudas, pagando um máximo de 15 euros.
O terceiro apoio, de 61 euros, destina-se a pessoas com mais de 65 anos e que se encontrem em situação de isolamento social. Aqui o apoio destina-se à intervenção técnica na instalação dos meios de recepção. No caso do satélite inclui a instalação da parabólica e gastos com o técnico. Este subsídio é também acumulável com o apoio dado à compra do descodificador.

IN: Correio da Manhã

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Canal Parlamento disponível em sinal aberto na TDT

Os partidos com assento parlamentar aprovaram esta quinta-feira um projecto de resolução conjunto que altera a lei da televisão e permite que o canal Parlamento (AR TV) passe a ser transmitido em sinal aberto na televisão digital terrestre (TDT).



O projecto de resolução, assinado pelo PSD, PS, CDS-PP, PCP, BE e Verdes, esteve esta quinta-feira em discussão em plenário na Assembleia da República.
Partidos elogiaram o consenso encontrado junto de todas as bancadas para que o canal Parlamento seja emitido de forma gratuita.
"O presente projecto-lei contém uma ligeira alteração à lei anterior", afirmou Nuno Encarnação, deputado social-democrata e presidente do conselho de direcção do canal, que adiantou que esta alteração não irá mudar a forma nem a gestão da AR TV.
A Assembleia da República irá disponibilizar o seu sinal de vídeo para que o canal Parlamento seja transmitido na plataforma TDT.
Na sua intervenção, Nuno Encarnação enalteceu "o entendimento de todos os partidos políticos".
O canal Parlamento "tem dado a conhecer a todos os portugueses o trabalho que todos fazemos. [A transmissão do canal Parlamento em sinal aberto] será, sem dúvida, o veículo de maior visibilidade, quase 10 anos depois" da sua criação.
Inês de Medeiros, do PS, salientou que "o canal Parlamento não é um canal como os outros", mas sim um prestador de serviços.
"A efectivar-se [a sua transmissão na TDT], estamos perante um importante contributo entre os cidadãos e a actividade parlamentar", sublinhou a parlamentar.
Para Hugo Almeida, do CDS-PP, "esta é uma excelente notícia".
Com este projecto de resolução "damos um passo importantíssimo entre os cidadãos e a política", disse, acrescentando que este é um canal "informativo, formativo e convidativo".
Segundo Bruno Dias, do PCP, "esta é uma boa decisão que só peca por ser tardia" e representa "um avanço positivo e um contributo para a cidadania".
Também Catarina Martins, do Bloco de Esquerda (BE), partilhou da posição, ao afirmar que a "decisão é importante".
Já o deputado dos Verdes, José Luís Ferreira, sublinhou "o consenso à volta desta matéria".
Desde o final de Abril que as emissões televisivas em sinal aberto são digitais (TDT).


IN: Correio da Manhã

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Município de Ourique: Avança com queixa ao Provedor de Justiça

Emissor TDT de  Ourique - Foto: José Moreira


O Município de Ourique avança com queixa ao Provedor de Justiça, a pedir a sua intervenção urgente, na questão da cobertura da TDT neste concelho alentejano. “Em causa está o facto, da TDT cair com frequência e por longos períodos, da ANACOM e da PT não conseguirem resolver esta questão e da população estar a ser aliciada para a aquisição de sinal pago, situação inadmissível”, nas palavras do presidente da Câmara de Ourique Pedro do Carmo…
Pedro do Carmo, presidente da Câmara de Ourique, disse à Voz da Planície que vai avançar com queixa ao Provedor de Justiça, a pedir a sua intervenção urgente, na questão da cobertura da TDT neste concelho alentejano. “Em causa está o facto, da TDT cair com frequência e por longos períodos, da ANACOM e da PT não conseguirem resolver esta questão e da população estar a ser aliciada para a aquisição de sinal pago, situação inadmissível”, nas palavras do autarca Pedro do Carmo.
“Deixar o serviço público, em troca de um pago é vergonhoso”, frisou ainda Pedro do Carmo, acrescentando que “a decisão de avançar com uma queixa ao Provedor de Justiça foi aprovada, por unanimidade, em reunião de Câmara”.

IN: RVP

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ZON condenada a pagar 10 mil euros por publicidade enganosa


A Direcção-Geral do Consumidor (DGC) condenou a ZON ao pagamento de uma coima de 10 mil euros por prática desleal em matéria de publicidade na campanha “Mais de 1 milhão de casas ligadas à ZON Fibra’.

A ZON já foi notificada da decisão da DGC e garante que vai “recorrer” da mesma, indicou à Lusa fonte oficial da operadora, lembrando que “esta é uma decisão relativa a uma campanha de 2009, que foi retirada”.

A decisão da DGC dá resposta à queixa apresentada em Julho de 2009 pela PT Comunicações (PTC), empresa do grupo Portugal Telecom, que acusou a ZON de se aproveitar da sua campanha publicitária e do seu investimento em fibra óptica “ao associar aos seus produtos e serviços de comunicações electrónicas a expressão ‘Fibra’”, de acordo com a decisão a que a Lusa teve acesso.

“Ao publicitar os seus produtos e serviços aludindo recorrentemente à ‘fibra’, sem mencionar, por uma única vez, a existência de uma rede híbrida, nem a utilização de cabos coaxiais, a ZON tenta de forma clara e manifesta iludir o consumidor, clonando os produtos e serviços Meo Fibra e procurando, por essa via, fazer crer que dispõe de tecnologia que efectivamente não tem”, acusou ainda a PTC, de acordo com o mesmo documento.

ICAP tinha pedido suspensão da campanha

A deliberação da DGC vai no mesmo sentido de uma decisão do Instituto Civil de Autodisciplina (ICAP) tomada em Julho de 2009, que identificou “uma prática de publicidade enganosa” na referida campanha, instando na altura a ZON a “cessar de imediato” a mesma, o que a ZON acatou.

A operadora liderada por Rodrigo Costa defendeu-se, primeiro, argumentando que a expressão “ZON Fibra” é uma marca, e não um claim publicitário, e defendendo também que utiliza “diversas tecnologias de arquitectura de rede”, incluindo aquela que os consumidores associam à expressão “fibra”, que pressupõe a existência de uma rede 100% em fibra óptica até às suas casas.

A DGC considerou que a utilização da marca ZON Fibra, na campanha publicitária analisada, “extravasa a matéria da publicidade, e, por conseguinte, as competências da Direcção-Geral do Consumidor”, notando que o Instituto Nacional de Propriedade Industrial conferiu à ZON o registo da marca em 9 de Setembro de 2009.

Em relação à segunda linha de defesa da ZON, a DGC questionou a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom), que informou a direcção-geral de que a ZON “detém duas redes: uma de fibra óptica, em que os cabos de fibra se estendem até ao alojamento do cliente (FTTH, ou fiber to the home) e uma rede híbrida, utilizando cabos de fibra óptica e cabos coaxiais, em que o troço final até casa do cliente utiliza cabo coaxial, pelo que em ambos os casos a arguida utiliza fibra óptica”.

Esta segunda rede, que utiliza a tecnologia EuroDOCSIS 3.0, é, no entanto, a que serve a maioria dos clientes da ZON, sendo que a principal diferença entre uma e outra reside, como reconhece a própria Anacom, “na potencialidade da primeira ser substancialmente superior à da segunda”.

Consumidor “induzido em erro”

Nas suas conclusões, a DGC, apesar de reconhecer que a ZON detém os dois tipos de rede, considerou que a operadora “deveria ter [respeitado] o especial dever de informar com clareza os consumidores (...), não transmitindo a ideia de que toda a sua rede é constituída por fibra óptica, sabendo que a sua actuação é proibida por lei”.

A DGC considerou que o consumidor foi “induzido em erro” quanto ao tipo de rede utilizada pela ZON devido à utilização da palavra ‘fibra’, susceptível de o conduzir a tomar uma decisão que, se não fosse essa palavra, “não teria tomado”.

Para tanto, a DGC escudou-se num estudo que encomendou a uma empresa – Qmetrix –, “que demonstra que os consumidores, mediante a palavra ‘fibra’, ficam convictos que a arguida utiliza uma rede de fibra óptica FTTH”.

E é com base em todos estes argumentos que a DGC concluiu que a ZON estava consciente de que o anúncio “continha uma prática comercial desleal em matéria de publicidade” e que a operadora o fez de forma intencional, pelo que “resulta provado que agiu com dolo”, incorrendo na prática de uma contra-ordenação punível com coima de 3000 a 44.891 euros.

A DGC condenou a ZON ao pagamento de uma coima de 10 mil euros e a custas de 500 euros, justificando a graduação da coima na “quase” impossibilidade de se apurar o benefício económico que a ZON retirou da prática da contra-ordenação.

Instada pela Lusa a comentar a decisão da DGC, a PT escusou-se a prestar “quaisquer comentários”.

IN: Público

TDT: Deco critica Anacom por falta de alertas sobre alteração de frequências

A Deco criticou esta quarta-feira a entidade reguladora das comunicações, a Anacom, pela falta de alertas face às alterações nas frequências de Televisão Digital Terrestre (TDT), que vão obrigar os consumidores a pagar para mudar a sintonização das antenas.
"A 18 de Maio último, a Anacom viu-se forçada a atribuir à Portugal Telecom uma nova licença de seis meses: o sinal TDT será emitido em mais três intervalos de frequência, para sintonizar os quatro canais livres, difundidos pelos emissores de Monte da Virgem, da Lousã e de Montejunto", refere a organização de defesa dos consumidores em comunicado hoje divulgado.
Contactado pela Lusa, o secretário-geral da Deco explicou que as alterações "fizeram com que fosse necessário religar emissores que já estavam desligados" e que "isso provoca uma situação perfeitamente desarranjada e desajustada porque vai fazer com que, em muitos sítios, haja necessidade de fazer uma nova orientação das antenas".
A situação constitui não só um novo incómodo para as pessoas, sobretudo os mais idosos e no Interior do país, além de uma provável repetição de gastos "porque é preciso chamar de novo técnicos para restabelecer a qualidade do sinal", acrescentou Jorge Morgado.
"Isto tudo acontece porque a Anacom não fez uma fiscalização eficaz e este processo não foi devidamente planificado e acompanhado", acusou.
Por isso, defende o secretário-geral da Deco, "a Anacom devia vir a terreiro explicar exatamente o que vai acontecer, para que os consumidores saibam qual é o problema e tomem as medidas adequadas".
Além disso, adiantou, "é fundamental que a Anacom informe que não vai haver despesas a suportar pelas populações com esta situação".
Para Jorge Morgado, é preciso pôr equipas de técnicos nos locais para ajudar as pessoas e, "se calhar, para melhorar a cobertura, é preciso um novo investimento".
A passagem do sinal analógico de televisão para o sinal digital, com a adopção da TDT, tem provocado muitas queixas à Deco, disse o responsável.
Desde o apagão a 26 de Abril, as reclamações no portal da entidade duplicaram, passado de de 684 para cerca de 1400, sendo quase todas referentes a sinal instável e perda de recepção.
"A Anacom, como entidade reguladora, tem de tomar medidas que permitam que todos os portugueses tenham a possibilidade de ter acesso aos quatro canais de televisão. E ter acesso é ter qualidade de sinal e durante todo o dia", concluiu.

IN. Correio da Manhã

domingo, 10 de junho de 2012

RTP 1 vai passar a emitir em 16:9 maioria dos programas


A RTP 1 vai passar a emitir a maioria dos seus programas no formato 16:9 . É uma notícia que o TDT no Alentejo está a tentar desenvolver em actualização. Mantenha-se atento!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

TDT passa a custar à RTP e SIC 2,9 milhões por ano


Acordo estabelecido com a Portugal Telecom permite uma poupança de 550 mil euros, por ano e por canal das emissoras. TVI negoceia isoladamente.

A RTP e a SIC vão pagar à Portugal Telecom (PT) cerca de 2,95 milhões de euros por ano, pelo sinal da Televisão Digital Terrestre (TDT).
Ao que Diário Económico conseguiu apurar junto de fontes próximas do processo, o custo inicialmente previsto para a transmissão do sinal digital - que substituiu o sinal analógico de forma definitiva, em Portugal, no passado mês de Abril - rondava os 3,5 milhões, mas as duas operadoras de televisão já chegaram a um princípio de acordo que se prevê abaixo do previsto no memorando.
Este valor reflecte uma poupança de 550 mil euros e o acordo está pensado para um período de 15 anos. Apesar de haver já um princípio de entendimento no que diz respeito ao preço, o Diário Económico sabe que algumas cláusulas ainda estão por justar.
A TVI ficou de fora das conversações porque o contrato que liga a PTàestação privada é diferente do das restantes operadoras porque, aquando do lançamento do concurso público da TDT, em 2008, a Media Capital alienou à PTa sua rede de distribuição de sinais televisivos, a RETI, o que permitiu à empresa de telecomunicações concorrer - e vencer - a licença.

IN: Diário Económico