Balsemão anunciou hoje (ontem) que SIC e TVI apresentaram em Abril um modelo de dois canais gratuitos na televisão digital terrestre, em troca da RTP1 ficar sem publicidade.
O presidente do conselho de administração da Impresa disse hoje que a SIC e a TVI apresentaram em Abril ao Governo um modelo de dois canais gratuitos na televisão digital terrestre (TDT), em troca da RTP1 ficar sem publicidade.
Francisco Pinto Balsemão falava durante a conferência “Media do Futuro”, organizada pela SIC Notícias e pelo Expresso, que hoje decorre em Lisboa. Na sua intervenção, Balsemão disse que “a SIC e a TVI apresentaram ao Governo em abril deste ano um modelo que consistia na emissão de um canal SIC2 e de um canal TVI2, sem publicidade durante dois anos, o que aumentaria o número de canais gratuitos disponíveis via TDT”.
Em troca, adiantou, “o Governo, que já na altura havia anunciado fechar a RTP2, manteria a RTP1 sem publicidade”. Balsemão disse que tanto a SIC como a TVI não deram conhecimento desta proposta, mas “curiosamente, meses depois, em princípios de setembro, aparece a notícia na imprensa, com um ‘acrescento’ – que SIC e TVI exigiam receber a contribuição audiovisual, o que é absolutamente falso”.
O líder da Impresa foi perentório: “Assim se destroem, mal intencionadamente, projetos bem intencionados”. Sobre a situação do mercado publicitário, Francisco Pinto Balsemão destacou que desde 26 de outubro do ano passado, a queda do investimento na imprensa recuou 23,9%, o que representa menos de 13,9 milhões de euros.
Na televisão, a queda de investimento publicitário foi de 19,3%, menos 36,4 milhões de euros, e na rádio o recuo foi de 8,5%, menos 2,2 milhões de euros. Na Internet, o investimento publicitário subiu 4,5%, mais 1,1 milhões de euros.
No total, o setor dos media sofreu uma quebra de 18%, menos 67,7 milhões de euros desde outubro do ano passado.
IN. Diário Económico
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Pinto Balsemão diz que os media "não precisam de esmolas"
O presidente do grupo Impresa disse, esta quarta-feira, na abertura da
conferência Media do Futuro 2012, que a implementação da TDT foi uma
“oportunidade perdida para distribuir mais conteúdos” e alertou que o futuro da
RTP terá consequências em todos os grupos com canais televisivos.
Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa, aproveitou o discurso de abertura da conferência que está a decorrer em Lisboa, para lançar uma crítica à implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT), em Portugal: “O processo condenou as televisões generalistas a serem o parente pobre da televisão.”
Balsemão garantiu que a integração da TDT é caracterizada por “deficientes condições de recepção no país” e por uma implementação “sem grande entusiasmo popular”. Uma situação que levou à discussão do serviço público, que para o presidente do grupo que integra os canais SIC e o semanário Expresso, é “uma preocupação não resolvida”.
Em relação ao futuro da RTP, Balsemão lembrou que o Governo tem apresentado várias soluções para a empresa, mas deixou um alerta: “O futuro da televisão depende da quantidade de publicidade atribuída ao concessionário, se este cenário se concretizar”. Neste sentido, o responsável disse que “os grupos dos media não precisam de esmolas, mas de uma actuação justa”, referindo-se às entidades reguladoras do sector.
Quanto à crise que o país atravessa, Balsemão acredita que “Portugal saberá reconstruir-se e, para isso, os media têm um papel fundamental”. Por isso, prometeu continuar a lutar contra a pirataria e o “desprezo” pelos direitos de autor.
Por seu lado, Zeinal Bava, CEO da Portugal Telecom, disse ter “orgulho no trabalho que a equipa da empresa fez” na implementação da TDT e, em relação à tese de doutoramento de Sergio Denicoli, que concluiu que “a ANACOM favoreceu a PT”, deixou uma garantia: “Não fomos favorecidos de jeito algum.” Quanto ao anúncio de levar a tribunal o investigador, na sequência das declarações aos jornalistas sobre “indícios de corrupção”, Bava assegurou que o processo está a ser concretizado.
IN: Público
Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa, aproveitou o discurso de abertura da conferência que está a decorrer em Lisboa, para lançar uma crítica à implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT), em Portugal: “O processo condenou as televisões generalistas a serem o parente pobre da televisão.”
Balsemão garantiu que a integração da TDT é caracterizada por “deficientes condições de recepção no país” e por uma implementação “sem grande entusiasmo popular”. Uma situação que levou à discussão do serviço público, que para o presidente do grupo que integra os canais SIC e o semanário Expresso, é “uma preocupação não resolvida”.
Em relação ao futuro da RTP, Balsemão lembrou que o Governo tem apresentado várias soluções para a empresa, mas deixou um alerta: “O futuro da televisão depende da quantidade de publicidade atribuída ao concessionário, se este cenário se concretizar”. Neste sentido, o responsável disse que “os grupos dos media não precisam de esmolas, mas de uma actuação justa”, referindo-se às entidades reguladoras do sector.
Quanto à crise que o país atravessa, Balsemão acredita que “Portugal saberá reconstruir-se e, para isso, os media têm um papel fundamental”. Por isso, prometeu continuar a lutar contra a pirataria e o “desprezo” pelos direitos de autor.
Por seu lado, Zeinal Bava, CEO da Portugal Telecom, disse ter “orgulho no trabalho que a equipa da empresa fez” na implementação da TDT e, em relação à tese de doutoramento de Sergio Denicoli, que concluiu que “a ANACOM favoreceu a PT”, deixou uma garantia: “Não fomos favorecidos de jeito algum.” Quanto ao anúncio de levar a tribunal o investigador, na sequência das declarações aos jornalistas sobre “indícios de corrupção”, Bava assegurou que o processo está a ser concretizado.
IN: Público
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Borba: Terra de bom vinho e já com TDT
Algo muito estranho... depois da PT ter colocado 2 emissores em Estremoz e um em Vila Viçosa, o sinal era fraquíssimo em Borba. Surgiu junto à autoestrada A6 um emissor que vai servir Borba e arredores.
Emissor TDT de Borba: Texto e foto: José Moreira
Costa Litoral Alentejana com novo emissor TDT
Depois da colocação dos diversos emissores na costa alentejana (Sines,Santiago do Cacém, Odemira e Grândola), entre o Vale da Figueira e Melides, surge um repetidor TDT que está a servir a região. É de referir que o mesmo se numa zona de difícil acesso.
Texto e Foto: José Moreira
PT processa investigador que encontrou "indícios" de corrupção na TDT
A PT promete levar a tribunal o investigador que considerou haver "fortes indícios" de corrupção no processo de instalação da TDT.
"A Portugal Telecom repudia veementemente todas as acusações de que foi alvo, pondo em causa o seu bom nome e reputação, proferidas pelo senhor Sérgio Denicoli, e que estão relacionadas com a implementação da rede de Televisão Digital Terrestre. São declarações insultuosas, caluniosas, sem qualquer fundamentação e que denotam ignorância e até má fé por parte de quem as proferiu", refere a empresa numa nota enviada à Lusa, na qual se afirma que "a Portugal Telecom não pode deixar passar em claro mais esta grave ofensa ao seu bom nome, por parte do senhor Sérgio Denicoli, pelo que irá recorrer ao meios judiciais para repor a verdade e defender os seus direitos".
O investigador da Universidade do Minho Sergio Denicoli afirmou na terça-feira que há "fortes indícios" de corrupção na implementação da TDT em Portugal e sublinhou que o processo foi conduzido de forma a "não funcionar".
"Houve uma TDT planeada muito diferente da que foi implementada. Foram prometidos, por exemplo, muitos canais, mas ficou-se apenas pelos quatro que já existiam no analógico. Isso ocorreu por interferências políticas e económicas, o que nos leva a crer que pode ter havido a captura do regulador pela Portugal Telecom [PT], ou seja, a ANACOM teria trabalhado em favor da PT", disse à Lusa o investigador.
Sérgio Denicoli defendeu na terça-feira, na Universidade do Minho, a sua tese de Doutoramento em Ciências da Comunicação, especialidade de Sociologia da Comunicação e da Informação, intitulada "A implementação da televisão digital terrestre em Portugal", tendo concluído que a PT foi, "de longe, a principal beneficiada" com a TDT, tendo conseguido 715 mil novos clientes para a MEO.
A empresa diz ter conhecido as acusações "pela comunicação social" e acrescenta que a tese de doutoramento "revela um total desconhecimento sobre o processo da TDT em Portugal e põe em causa o bom nome da PT e de todos os seus trabalhadores que, com elevado profissionalismo, implementaram a rede TDT em tempo record, cumprindo escrupulosamente todas as condições impostas pelo caderno de encargos definido pelo regulador, ICP-Anacom, no concurso internacional lançado para o efeito".
Na quarta-feira, também a ANACOM veio a público defender a transparência do processo: "A ANACOM seguiu todos os procedimentos a que estava obrigada nos termos da legislação em vigor, tendo sempre actuado de acordo com o princípio da imparcialidade e da transparência, incluindo consultas públicas e concursos públicos, abertos à participação de todos os interessados", diz a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) em nota divulgada à imprensa, que também admite recorrer aos tribunais.
"São de natureza injuriosa, caluniosa e difamatória quaisquer afirmações que visem atingir o bom nome desta instituição. Assim, a ANACOM não deixará de avaliar todos os danos reputacionais decorrentes para a instituição e de accionar os mecanismos legais existentes para a reparação dos mesmos", prossegue o texto do regulador, assinado pelo conselho de administração.
IN: Diário Económico
ANACOM diz que actuou sempre com 'transparência' na TDT
A ANACOM disse hoje que actuou sempre «de acordo com o princípio da imparcialidade e da transparência» no processo de implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT) em Portugal, refutando acusações trazidas na terça-feira a público por um estudo.
«A ANACOM seguiu todos os procedimentos a que estava obrigada nos termos da legislação em vigor, tendo sempre actuado de acordo com o princípio da imparcialidade e da transparência, incluindo consultas públicas e concursos públicos, abertos à participação de todos os interessados», diz a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) em nota hoje divulgada à imprensa.
O investigador da Universidade do Minho Sergio Denicoli afirmou na terça-feira que há «fortes indícios» de corrupção na implementação da TDT em Portugal e sublinhou que o processo foi conduzido de forma a «não funcionar».
«Houve uma TDT planeada muito diferente da que foi implementada. Foram prometidos, por exemplo, muitos canais, mas ficou-se apenas pelos quatro que já existiam no analógico. Isso ocorreu por interferências políticas e económicas, o que nos leva a crer que pode ter havido a captura do regulador pela Portugal Telecom [PT], ou seja, a ANACOM teria trabalhado em favor da PT», disse à Lusa o investigador.
A ANACOM diz também que «sempre esteve disponível para prestar todos os esclarecimentos sobre todos os assuntos relativos a este processo», tendo inclusive ido à Assembleia da República e participado «em debates públicos no sentido de esclarecer e responder a todas as questões que lhe foram colocadas».
«São de natureza injuriosa, caluniosa e difamatória quaisquer afirmações que visem atingir o bom nome desta instituição. Assim, a ANACOM não deixará de avaliar todos os danos reputacionais decorrentes para a instituição e de accionar os mecanismos legais existentes para a reparação dos mesmos», prossegue o texto do regulador, assinado pelo conselho de administração.
Sérgio Denicoli defendeu na terça-feira, na Universidade do Minho, a sua tese de Doutoramento em Ciências da Comunicação, especialidade de Sociologia da Comunicação e da Informação, intitulada ‘A implementação da televisão digital terrestre em Portugal’.
O investigador sublinhou à Lusa que a PT foi, «de longe, a principal beneficiada» com a TDT, tendo conseguido 715 mil novos clientes para a MEO.
«Naturalmente, não interessava à PT que a TDT tivesse muitos canais e a entidade reguladora [ANACOM] permitiu isso, beneficiando grupos económicos em detrimento do interesse público», referiu.
E acrescentou que, segundo a organização não-governamental Transparência Internacional, esta actuação configura «uma espécie de corrupção, pois utiliza algo público de forma a garantir lucros privados».
«Não posso afirmar categoricamente que houve corrupção, pois cabe à Justiça tal constatação, mas posso dizer que há fortes indícios e que é importante que as autoridades competentes façam uma averiguação», acrescentou.
O investigador disse que as questões técnicas não foram devidamente explicadas à população, numa estratégia «deliberada ou não» que serviu para «legitimar decisões contrárias ao interesse público», beneficiando sobretudo grupos económicos, cujos laços com o poder político são evidentes».
Lusa/SOL
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
«Há fortes indícios de corrupção na implementação da TDT»
Investigador diz que PT foi de longe a mais beneficiada e lança suspeitas sobre
isenção da Anacom no processo.
IN: Agência Financeira
O investigador da Universidade do
Minho Sergio Denicoli afirmou esta terça-feira que há «fortes indícios» de
corrupção na implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT) em Portugal e
sublinhou que o processo foi conduzido de forma a «não funcionar».
«Houve uma TDT planeada muito diferente da que foi implementada. Foram prometidos, por exemplo, muitos canais, mas ficou-se apenas pelos quatro que já existiam no analógico. Isso ocorreu por interferências políticas e económicas, o que nos leva a crer que pode ter havido a captura do regulador pela Portugal Telecom [PT], ou seja, a Anacom teria trabalhado em favor da PT», disse à Lusa o investigador.
Sérgio Denicoli defendeu esta terça-feira, na Universidade do Minho, a sua tese de Doutoramento em Ciências da Comunicação, especialidade de Sociologia da Comunicação e da Informação, intitulada «A implementação da televisão digital terrestre em Portugal».
O investigador sublinhou à Lusa que a PT foi, «de longe, a principal beneficiada» com a TDT, tendo conseguido 715 mil novos clientes para a MEO.
«Naturalmente, não interessava à PT que a TDT tivesse muitos canais e a entidade reguladora [Anacom] permitiu isso, beneficiando grupos económicos em detrimento do interesse público», referiu.
E acrescentou que, segundo a organização não-governamental Transparência Internacional, esta atuação configura «uma espécie de corrupção, pois utiliza algo público de forma a garantir lucros privados».
«Não posso afirmar categoricamente que houve corrupção, pois cabe à Justiça tal constatação, mas posso dizer que há fortes indícios e que é importante que as autoridades competentes façam uma averiguação», acrescentou.
O investigador disse que as questões técnicas não foram devidamente explicadas à população, numa estratégia «deliberada ou não» que serviu para «legitimar decisões contrárias ao interesse público», beneficiando sobretudo «grupos económicos, cujos laços com o poder político são evidentes».
«No caso da Portugal Telecom, que receberia o direito de utilização de frequências da TDT, a ligação era mesmo simbiótica, oficializada por meio de golden shares do Estado na empresa e também através de ações da PT detidas pelo banco público Caixa Geral de Depósitos», afirmou.
Segundo Sergio Denicoli, a TDT que existe hoje em Portugal «foi feita para não funcionar, para apresentar falhas, para oferecer poucos canais e serviços interativos limitados, de forma a incentivar a migração da população para serviços de TV por subscrição».
O investigador referiu que, somente no período de implementação da TDT (2009 a 2012), a TV paga em Portugal cresceu mais de 32,3%.
«E estamos a falar de um período de crise económica. Isso, certamente, deve-se à fraca oferta da TDT. Hoje, o que verificamos é que o sinal da TDT apresenta falhas constantes, devido a erros técnicos que poderiam ser evitados», apontou.
Para o investigador, em Portugal, ao contrário do que acontece noutros países da União Europeia, «as autoridades públicas legislaram respondendo primordialmente aos interesses empresariais» e não se preocuparam sistematicamente com a população ou com a inclusão digital.
O país «não aproveitou a tecnologia disponível para proporcionar às pessoas uma televisão em sinal aberto de qualidade equiparável aos serviços de TV por subscrição, mesmo havendo plenas condições para tal», considerou.
«Os lóbis económicos, que, no caso português, parecem ser intrínsecos aos lóbis políticos, conseguiram fazer com que fosse estabelecido um modelo de TDT de qualidade muito inferior ao apresentado pela maioria dos países da União Europeia e muito aquém do que os operadores de TV paga ofereciam aos seus clientes», criticou.
«Houve uma TDT planeada muito diferente da que foi implementada. Foram prometidos, por exemplo, muitos canais, mas ficou-se apenas pelos quatro que já existiam no analógico. Isso ocorreu por interferências políticas e económicas, o que nos leva a crer que pode ter havido a captura do regulador pela Portugal Telecom [PT], ou seja, a Anacom teria trabalhado em favor da PT», disse à Lusa o investigador.
Sérgio Denicoli defendeu esta terça-feira, na Universidade do Minho, a sua tese de Doutoramento em Ciências da Comunicação, especialidade de Sociologia da Comunicação e da Informação, intitulada «A implementação da televisão digital terrestre em Portugal».
O investigador sublinhou à Lusa que a PT foi, «de longe, a principal beneficiada» com a TDT, tendo conseguido 715 mil novos clientes para a MEO.
«Naturalmente, não interessava à PT que a TDT tivesse muitos canais e a entidade reguladora [Anacom] permitiu isso, beneficiando grupos económicos em detrimento do interesse público», referiu.
E acrescentou que, segundo a organização não-governamental Transparência Internacional, esta atuação configura «uma espécie de corrupção, pois utiliza algo público de forma a garantir lucros privados».
«Não posso afirmar categoricamente que houve corrupção, pois cabe à Justiça tal constatação, mas posso dizer que há fortes indícios e que é importante que as autoridades competentes façam uma averiguação», acrescentou.
O investigador disse que as questões técnicas não foram devidamente explicadas à população, numa estratégia «deliberada ou não» que serviu para «legitimar decisões contrárias ao interesse público», beneficiando sobretudo «grupos económicos, cujos laços com o poder político são evidentes».
«No caso da Portugal Telecom, que receberia o direito de utilização de frequências da TDT, a ligação era mesmo simbiótica, oficializada por meio de golden shares do Estado na empresa e também através de ações da PT detidas pelo banco público Caixa Geral de Depósitos», afirmou.
Segundo Sergio Denicoli, a TDT que existe hoje em Portugal «foi feita para não funcionar, para apresentar falhas, para oferecer poucos canais e serviços interativos limitados, de forma a incentivar a migração da população para serviços de TV por subscrição».
O investigador referiu que, somente no período de implementação da TDT (2009 a 2012), a TV paga em Portugal cresceu mais de 32,3%.
«E estamos a falar de um período de crise económica. Isso, certamente, deve-se à fraca oferta da TDT. Hoje, o que verificamos é que o sinal da TDT apresenta falhas constantes, devido a erros técnicos que poderiam ser evitados», apontou.
Para o investigador, em Portugal, ao contrário do que acontece noutros países da União Europeia, «as autoridades públicas legislaram respondendo primordialmente aos interesses empresariais» e não se preocuparam sistematicamente com a população ou com a inclusão digital.
O país «não aproveitou a tecnologia disponível para proporcionar às pessoas uma televisão em sinal aberto de qualidade equiparável aos serviços de TV por subscrição, mesmo havendo plenas condições para tal», considerou.
«Os lóbis económicos, que, no caso português, parecem ser intrínsecos aos lóbis políticos, conseguiram fazer com que fosse estabelecido um modelo de TDT de qualidade muito inferior ao apresentado pela maioria dos países da União Europeia e muito aquém do que os operadores de TV paga ofereciam aos seus clientes», criticou.
IN: Agência Financeira
ANACOM já recebeu oito mil queixas por causa da TDT
Até ao início de Setembro, a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM)
recebeu cerca de oito mil queixas relacionadas com o processo de implementação
da Televisão Digital Terrestre (TDT). Destas, duas mil foram reencaminhadas pela
Associação de Defesa do Consumidor (DECO).
Segundo ambas as entidades, a maioria das queixas está relacionada com a falta ou instabilidade do sinal digital. Ilda Matos, porta-voz da ANACOM, esclareceu ao PÚBLICO que as queixas derivam de “problemas relacionados com instalações de equipamentos”.
A ANACOM vê estes problemas como “excepções” e considera-os “pouco significativos” perante um processo que “correu bem”. Versão que a coordenadora do departamento jurídico da DECO, Ana Cristina Tapadinhas, rejeita por completo. A implementação da TDT foi um “processo pouco apelativo aos olhos dos cidadãos” devido à “falta de informação”, sublinha a representante da DECO.
A DECO faz uma “avaliação negativa do processo” e atribui “responsabilidades tripartidas ao Governo, PT e ANACOM”. Por isso, Ana Cristina Tapadinhas considera que o processo não está terminado e exige que seja feito um estudo independente sobre a implementação da TDT, por questões de “transparência e de equidade”. A associação critica também a falta de divulgação do número de consumidores que beneficiaram da mudança.
O sinal analógico foi desligado a 26 de Abril deste ano, mas os concursos para pedido de comparticipações financeiras estão abertos até ao dia 31 de Dezembro.
IN: Jornal "Público"
Segundo ambas as entidades, a maioria das queixas está relacionada com a falta ou instabilidade do sinal digital. Ilda Matos, porta-voz da ANACOM, esclareceu ao PÚBLICO que as queixas derivam de “problemas relacionados com instalações de equipamentos”.
A ANACOM vê estes problemas como “excepções” e considera-os “pouco significativos” perante um processo que “correu bem”. Versão que a coordenadora do departamento jurídico da DECO, Ana Cristina Tapadinhas, rejeita por completo. A implementação da TDT foi um “processo pouco apelativo aos olhos dos cidadãos” devido à “falta de informação”, sublinha a representante da DECO.
A DECO faz uma “avaliação negativa do processo” e atribui “responsabilidades tripartidas ao Governo, PT e ANACOM”. Por isso, Ana Cristina Tapadinhas considera que o processo não está terminado e exige que seja feito um estudo independente sobre a implementação da TDT, por questões de “transparência e de equidade”. A associação critica também a falta de divulgação do número de consumidores que beneficiaram da mudança.
O sinal analógico foi desligado a 26 de Abril deste ano, mas os concursos para pedido de comparticipações financeiras estão abertos até ao dia 31 de Dezembro.
IN: Jornal "Público"
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
TDT: Concelho de Almodôvar continua com sérios problemas de captação
É simplesmente vergonhoso. Na freguesia de Santa Cruz, Almodôvar não há sinal TDT há um mês. Se antes era possível visualizar as emissões desde o emissor de Castro Verde, a menos de 30 km em linha recta, tal deixou de ser possível há cerca de um mês sem razão aparente. O mesmo problema verifica-se por todo o concelho de Almodôvar incluindo na própria vila, local em que existe um emissor TDT com uns miseráveis 45 wats de potênica. O de Castro Verde tem 650.1 Wats.
Esta situação de falta de sinal sempre se verificou, mas de há um mês a esta parte não é possível visualizar a TDT em qualquer altura do dia ou da noite. Curiosamente, a TDT espanhola, cujo emissor está a 130km em linha recta, entra na Telhada, Almodôvar com um sinal de 100% sendo possível captar as emissões do país vizinho com os seus 40 canais gratuitos!.
Na imagem abaixo mostrada podem observar que a antena instalada no topo do mastro é a que se destina a captar a TDT portuguesa (Teka Diga), com o emissor a menos de 30km. Sem sinal em permanência! A antena mais baixa é a que está apontada a Espanha, uma antena de menor qualidade (Mandarim) e instalada a baixa altitude, inclusive com uma orografia difícil pela frente, não tem problemas em captar as emissoes de Espanha...
Recentemente a Junta de Freguesia de Santa Cruz, e após a entrega de um abaixo-assinado levado a cabo na freguesia e no concelho, recebeu a garantia do Ministro Miguel Relvas de que o problema na freguesia Santa Cruz e no concelho em geral seria resolvido no espaço de um mês... já lá vão quase 3 semanas e nada... antes ainda se via algo das 9h da manhã até perto das 19h... agora nem isso... Que vergonha!
Instalação na Telhada, freguesia de Santa Cruz, Almodôvar
Governo admite manter RTP2
O Executivo volta a recuar e admite agora manter a RTP2 independentemente do futuro do primeiro canal. A notícia é avançada pelo Diário Económico e Antena1.
Citando uma fonte governamental e fonte da administração da empresa pública, os dois órgãos de comunicação dão conta que a decisão de encerrar o segundo canal foi agora posta de lado. Ainda assim, vai manter-se o corte ao financiamento da estação.
Contactado pelo CM, o gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas - que tutela a RTP - afirma apenas que "nada está decidido" quanto ao futuro do grupo RTP.
Recorde-se que o economista António Borges, consultor do Governo para as privatizações, tinha avançado numa entrevista à TVI que a solução para a televisão pública iria passar pela concessão da RTP1 a um grupo privado e a alienação do segundo canal.
IN: Correio da Manhã
Citando uma fonte governamental e fonte da administração da empresa pública, os dois órgãos de comunicação dão conta que a decisão de encerrar o segundo canal foi agora posta de lado. Ainda assim, vai manter-se o corte ao financiamento da estação.
Contactado pelo CM, o gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas - que tutela a RTP - afirma apenas que "nada está decidido" quanto ao futuro do grupo RTP.
Recorde-se que o economista António Borges, consultor do Governo para as privatizações, tinha avançado numa entrevista à TVI que a solução para a televisão pública iria passar pela concessão da RTP1 a um grupo privado e a alienação do segundo canal.
IN: Correio da Manhã
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