domingo, 29 de junho de 2014

Emissor do Mendro continua desligado




Emissor do Mendro - Foto: José Moreira
 


O Emissor do Mendro, no concelho de Vidigueira, que transmitiu durante dias consecutivos no canal 40 UHF, frequência 626,000Mhz continua desligado por razões desconhecidas.

Conforme o TDT no Alentejo já tinha anunciado, o emissor esteve em testes durante cerca de 15 dias, com interrupções contínuas, mas emitiu cerca de três dias sem interrupções, 24 horas por dia, até que, sem explicações ou razão aparente, foi desligado.

Dada a extrema importância do funcionamento deste emissor em rede MFN e da qualidade de sinal com que o mesmo cobre os distritos de Beja, Évora, parte de Setúbal e Faro, o TDT no Alentejo questionou a PT Comunicações acerca deste assunto, que nos respondeu o seguinte:

"
Obrigado pelo seu contacto.

 A questão que nos colocou está fora do âmbito do serviço de apoio TDT.

Para mais informações, estamos sempre disponíveis em tdt.telecom.pt

TDT - A Televisão Digital para Todos"

Prontamente, o TDT no Alentejo questionou a ANACOM, telefonicamente e posteriormente por escrito com as seguintes questões:


"Conforme conversa telefónica estabelecido convosco, venho por este meio pedir esclarecimentos, na qualidade de detentor do blogue TDT no Alentejo (www.tdtnoalentejo.blogspot.pt
 
) questionar-vos acerca das emissões do emissor do Mendro, no concelho de Vidigueira, Alentejo.

Há mais de 15 dias que o Centro Emissor do Mendro começou a fazer experiências de emissão do sinal da TDT no canal 40 UHF, frequência 626.000 Mhz. O emissor esteve ligado por alguns periodos de tempo, com interrupções e momentos largos de emissão no ar, particularmente durante o dia.

Nos dias 24, 25 e 26 de Junho do corrente ano, o emissor do Mendro esteve ligado sem quaisquer interrupções durante os dias mencionados, no canal 40 UHF, aquele que está pela ANACOM designado justamente para que este emissor funcione em MFN para os distritos de Beja e Évora, cobrindo ainda algumas partes dos distritos de Setúbal e Faro.

Segundo consegui apurar, as emissões foram recebidas com potência e qualidade de 100% de emissão em Beja, Évora e Grândola, locais de onde nos chegaram relatos de receção do sinal.

Ontem, 26 de Junho ao final do dia, o emissor encontrava-se desligado. Importa realçar que já havia espectadores e instaladores a orientar antenas para o Mendro.

Em conversa tida no local com técnicos da PT há dois dias, foi-nos adiantado que o emissor iria ficar já no ar sem interrupções, faltando apenas efectuar pinturas na estrutura metálica da torre.

Em anexo imagens print screen deste emissor no ar.

Venho por este meio questionar o seguinte:

1 - O emissor do Mendro esteve em testes? Em caso afirmativo, por quanto tempo, desde e até quando?

2 - Por que motivo foi o mesmo desligado?

3 - Quando é que o emissor do Mendro volta a estar ligado sem interrupções?

4 - Qual a potência deste emissor e quais as áreas de cobertura finais a que o mesmo se destina?

5 - Esta frequência, canal 40 UHF é para manter no ar em definitivo?

6 - Os emissores SFN do canal 56 na região de acção do Mendro são para manter ligados?

6 - Também o emissor da Fóia, Monchique, que deverá emitir no canal 43 UHF será alvo em breve do mesmo tipo de acção? 

Importa pois esclarecer estas situações para que a população seja devidamente informada e saiba como proceder.

Poderão também consultar o nosso blogue em www.tdtnoalentejo.blogspot.pt
 
 com informações complementares.

Aguardo na melhor expectativas resposta a estas questões pela parte da ANACOM, uma vez que a linha de apoio da TDT não consegue explicar nada sobre esta matéria."



Continuamos a aguardar explicações por parte desta entidade e logo que sejam dadas, as mesmas serão divulgadas.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Emissor do Mendro desligado por razões desconhecidas


Centro Emissor do Mendro: Foto - José Moreira
 

O TDT no Alentejo verificou que a PT Comunicações, entidade responsável pela construção e manutenção da rede TDT em Portugal, desligou nesta quinta-feira, 26 de Junho, o centro emissor do Mendro no concelho de Vidigueira.

Após mais de duas semanas de testes e de três dias de emissão contínua sem interrupções no canal 40 UHF, frequência 626.000 MHz, este emissor está agora desligado. O TDT no Alentejo desconhece as razões que levaram a este desligamento súbito e inesperado.

O facto é que este emissor já estava a ser recebido em condições nos distritos de Beja, Évora e Setúbal, fator importantíssimo para colmatar as falhas de cobertura inadmissíveis do canal 56 UHF a emitir em rede SFN e que se arrastam desde o início das emissões da TDT há mais de dois anos no nosso país.

O que é facto é que com o aumento das temperaturas são de esperar, uma vez mais, falhas graves na receção do sinal no canal 56 em vários pontos do país, em especial no Alentejo e Algarve, zonas gravemente afetadas por problemas de falta de sinal parcial ou total.

O TDT no Alentejo, cumprindo a sua missão de rigor e independência, tudo fará para apurar as causas deste desligamento repentino e também tudo fará para saber quando voltará a estar este emissor no ar.

O Emissor do Mendro é uma necessidade imperativa no seio das emissões da TDT na região sul do país, pois cumpre a missão fulcral de cobrir em excelentes condições os distritos de Beja, Évora, parte de Setúbal  norte da região do Algarve.
Numa região desfavorecida como áreas de interior do Alentejo e Algarve em que a TV é a única companhia de uma camada da população envelhecida, não pode ser admissível de modo algum que o Mendro esteja desligado.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Emissor do MENDRO já emite a TDT em rede MFN - canal 40 UHF

Após alguns dias de realização de sucessivos testes de emissão, o emissor do Mendro, no concelho de Vidigueira, distrito de Beja, já se encontra a funcionar em pleno, conforme a deliberação da Anacom de 16 de maio de 2013.

Como consta no documento, o canal 40 da banda UHF (626.000 Mhz) foi atribuído ao emissor do Mendro, de forma a que a rede de TDT nacional evolua nos termos da
configuração determinada (MFN de SFN’s).

Emissor do Mendro - Painéis radiantes


O TDT do Alentejo sabe que a zona de cobertura prevista pelo Mendro é semelhante à efetuada pelo mesmo emissor quando emitia apenas em sinal analógico, essa zona está sublinhada na deliberação acima mencionada.

A emissão do sinal de digital de televisão, no canal 40, é efetuada em todas as direções geográficas através de painéis radiantes internos colocados no interior do cimo do emissor. O emissor também emite no canal 56, mas, apenas para as zonas de Portel e Moura e com 3 painéis radiantes colocados a meio da torre e com 350 watts e potência apenas, situação que já acontece há mais de um ano.


 

Foi dito em exclusivo ao TDT no Alentejo por elementos técnicos  ligados ao processo que “o sinal emitido no canal 40 é para continuar” afim de colmatar as dificuldades de receção até então sentidas por muitos portugueses. O mesmo emissor, assim que as condições meteorológicas permitirem, “vai sofrer algumas obras de conservação, incluído uma pintura na torre metálica que suporta os painéis radiantes”.

O TDT no Alentejo pede aos leitores que sintonizem o canal 40 UHF e que nos informe até onde está a chegar a respectiva emissão do Mendro.

Emissor do Mendro


No sul do país aguarda-se agora que rumo semelhante tomem os emissores da Fóia, na serra de Monchique e que também cobre parcialmente o Alentejo e que deverá emitir no canal 43 UHF. Também o emissor de São Miguel, em Faro, deverá emitir no canal 47 UHF, o emissor de São Mamede em Portalegre deverá também emitir no canal 47 e o emissor de Palmela no 45.

Texto: José Moreira / Nelson Medeiros
Fotos: José Moreira

TDT no Alentejo

terça-feira, 24 de junho de 2014

TDT no Alentejo: Pedido de informação

O blogue TDT no Alentejo vem por este meio solicitar a colaboração dos seus leitores acerca do ponto de situação da receção do sinal da TDT portuguesa nas respectivas áreas de residência.
Utilizem o espaço para deixar comentários e digam-nos como é a receção atualmente na vossa zona de residência.

Obrigado pelo vosso contributo

TDT no Alentejo

Queixas sobre TDT aumentam com o calor

TDT-PT_2014_OK_logo_destak_300x216
Dois anos após o “apagão” do sinal analógico de televisão, a Televisão Digital Terrestre (TDT) continua a gerar reclamações. A Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor (DECO) já recebeu mais de 9.500 reclamações desde 2012 e prevê um aumento das queixas com a chegada do Verão.
Desde a ocorrencia do switch off analógico que existem zonas do país onde há problemas com o sinal da TDT durante todo o ano, agravado-se o problema em épocas de temperatura mais elevada. A Deco tem recebido múltiplas reclamações, “Desde 2012 já recebemos 9.526 queixas só através do formulário que temos online” diz a instituição. Além de reclamações de consumidores, a Deco tem recebido também reclamações de Câmaras Municipais.
tdt_antena

Por sua vez a reguladora do sector, a ANACOM, aponta para uma queda no número de reclamações. De acordo com os últimos dados, no ano passado as queixas diminuíram 82,2%, tendo passado de 8.132 em 2012 para 1.401 em 2013. Fonte oficial da ANACOM garantiu ainda que as queixas estão estáveis, recebendo o regulador entre 100 e 200 por mês.
A Portugal Telecom (PT), empresa responsável pela gestão da plataforma da TDT, explicou que as dificuldades em ver televisão com tempo quente é uma condicionante da própria tecnologia, igual em todos os países, e não da rede em si. “As condições de propagação de sinal não são constantes ao longo do tempo, sendo influenciadas pelas condições atmosféricas/climáticas”.
A DECO tem vindo a alertar para os problemas da TDT desde 2009, antes do apagão analógico. Depois de acumular centenas de queixas, a instituição decidiu em Outubro de 2013 processar a ANACOM, pedindo uma indemnização de 42 milhões de euros pelos danos causados aos consumidores.
Fonte: NovidadesTV.com / SOL

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Emissor do Mendro a emitir no canal 40 UHF ?

Há cerca de 2 semanas que a PTC anda a testar 2 frequências para o sinal de
TDT no Alentejo. Sendo assim os canais nacionais captam-se na cidade de Beja
em 2 frequências distintas, CH40 e CH56, ambas na banda de UHF. Tudo indica
que o emissor do Mendro encontra-se a emitir no canal CH40 e o emissor de
Beja no canal CH56.

Será que esse facto está condicionado às diversas sondas colocadas pela
Anacom?

Será que o sinal destinado ao Alentejo encontra-se distribuído em três
canais distintos CH40, CH43 e CH47, como consta no mapa em anexo?
 
 


Legenda: Mapa de futuras frequências da TDT nacional em MFN
 


São algumas das questões lançadas aos nossos leitores, o que é certo é que o
sinal no canal 40 é mais instável e está a ser emitido com menor potência.
Ficam as imagens em anexo. Participem e deixem os vossos comentários, sobre
as atuais condições de receção do sinal da TDT no Alentejo.



Emissor do Mendro no canal 40 UHF


Emissor de Beja a emitir no canal 56 UHF



Texto e Imagem: José Moreira

sábado, 26 de abril de 2014

Problemas com a TDT persistem dois anos depois

No dia 26 de Abril de 2012, há precisamente dois anos, foram desligados os emissores analógicos de televisão.  
O antigo sistema de transmissão, por imposição da União Europeia, deu lugar à TDT, a Televisão Digital Terrestre.
Melhor imagem, mais qualidade de som e mais serviços disponíveis na televisão foram grandes bandeiras do novo sistema.
Desde a entrada em vigor da TDT que as queixas em torno da recepção se multiplicam um pouco por todo o país. Falta de sinal, ou sinal fraco não permitem que os cidadãos vejam televisão em condições.
Muitos foram obrigados a recorrer a sistemas via satélite e até mesmo a instalar televisão por cabo. No distrito de Beja são vários os exemplos. Em Beringel, vila a 12 quilómetros de Beja, onde está instalado um emissor da TDT, praticamente não é possível receber o sinal televisivo. O problema arrasta-se sem resolução à vista, quem o diz é Arlindo Morais, presidente da Junta de Freguesia de Beringel.
Também Ourique continua com problemas na recepção do sinal. Pedro do Carmo, presidente da Câmara de Ourique classifica este sistema como um “retrocesso no acesso à informação”.
Passados dois anos da sua implementação, a TDT nacional continua a emitir apenas os quatro canais generalistas e o canal Parlamento, e não oferece qualquer canal de rádio nem serviços interactivos, tornando a oferta portuguesa, a par da irlandesa, numa das mais pobres da Europa, segundo um estudo do Observatório Europeu do Audiovisual.
A Itália e a Grã-Bretanha são os países que maior oferta têm, com 90 e 72 canais em sinal aberto, respectivamente.

IN: Rádio Pax - Beja

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Estações de Televisão vão apresentar ao Governo reflexão sobre TDT

O Governo pediu às estações de televisão uma reflexão sobre a Televisão Digital Terrestre (TDT). Poiares Maduro, ministro-adjunto, garantiu que a consulta pública que será lançada pela ERC e Anacom estará para breve.
O Governo está à espera de uma reflexão sobre a Televisão Digital Terrestre (TDT) por parte dos operadores de televisão. Poiares Maduro, ministro-adjunto, garantiu em conferência de imprensa que “os operadores de televisão prometeram-me apresentar a sua própria reflexão sobre a TDT”.

Isto a acrescentar à consulta pública que ERC e Anacom estão ainda a preparar no âmbito da Televisão Digital Terrestre. E que, voltou a dizer Poiares Maduro, está para breve.
“As decisões têm de ser tomadas num prazo breve, mas têm de ter em conta decisões mais estratégicas e profundas sobre o futuro do audiovisual e da televisão”, garantiu Poiares Maduro.
O ministro-adjunto admite que não depende apenas do Governo as decisões relativas à TDT.
Fonte: NovidadesTV.com / Jornal de Negócios

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

TDT deve voltar a consulta pública em janeiro

TDT deve voltar a consulta pública em janeiro
A Anacom prevê que uma nova consulta pública sobre a Televisão Digital Terrestre e a sua oferta de conteúdos tenha lugar logo no início do próximo ano.
A iniciativa será da responsabilidade da Anacom, regulador das comunicações eletrónicas, e da ERC, a Entidade Reguladora para a Comunicação social e um dos propósitos será ouvir os interessados relativamente à possibilidade de adicionar novos canais ao serviço. Os novos canais aumentariam a oferta de conteúdos em sinal aberto, como tem vindo a ser discutido.
Esta consulta pública terá ainda como objetivo recolher opiniões relativamente a outras questões tecnológicas ligadas ao processo, adianta o Jornal de negócios, citando declarações de Fátima Barros, presidente do organismo, num encontro com a imprensa.
A responsável terá dito no mesmo encontro que os dois reguladores estão de momento numa fase de conciliação do trabalho feito nesta área, preparando o novo processo de consulta.
Recorde-se que ainda no mês passado Miguel Poiares Maduro, ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, reiterou que uma oferta em sinal aberto de apenas quatro canais é inaceitável, comparando a realidade portuguesa a outros países.
Fonte: NovidadesTV.com / Sapo.TeK

Anacom deve instalar até final do ano zona piloto para sondas de fiscalização da TDT

A Anacom vai arrancar com o projecto piloto, que prevê a instalação de quatro sondas, até ao final do ano para verificar a cobertura da televisão digital terrestre.
A Anacom vai instalar as primeiras quatro sondas de detectação do sinal da televisão digital terrestre (TDT) até ao final deste ano, numa zona piloto, indicou Hélder Vasconcelos, administrador do regulador num encontro com a comunicação social.

A Anacom não divulga as zonas onde vai instalar as sondas que no próximo ano atingirão as 400 unidades. Primeiro arranca a zona piloto, mas gradualmente serão instaladas ao longo do país, com incidência no litoral onde se concentra a população portuguesa. Hélder Vasconcelos diz, no entanto, ao Negócios que o local da instalação das sondas pode ser alterado consoante se verifique que em determinadas zonas não há ocorrências de perdas de sinal.
A Anacom lançou o concurso para a instalação das sondas e um consórcio, do qual faz parte a Universidade do Porto, ganhou esse concurso. As sondas foram criadas de raiz.
Fátima Barros, presidente da Anacom, explica que estas sondas vão permitir uma medição contínua que vai tentar perceber as oscilações do sinal ao longo do dia. A Anacom tem revelado que muitos dos problemas detectados estão relacionados com as instalações em casa das pessoas e não tanto problemas de sinal.
José Perdigoto, administrador da Anacom, acrescenta, ainda, que face ao estabelecido no contrato com a Portugal Telecom, operador da rede de TDT, não tem havido incumprimentos. O caderno de encargos do concurso previa uma cobertura em TDT de 87% da população e a PT instalou rede terrestre com cobertura de 92%. O resto é cobertura via satélite. Fátima Barros diz mesmo que quando há queixas a PT tem vindo a resolvê-las.
Quanto à acção da Deco, que pede uma indemnização à Anacom por problemas na migração do analógico para o digital, Fátima Barros diz que “estamos muito tranquilos. A Anacom fez tudo aquilo que podia fazer. A própria Deco participou no processo”.
Fonte: NovidadesTV.com / Jornal de Negócios

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Poiares Maduro defende maior oferta de canais na TDT para maior concorrência com o cabo


Poiares Maduro defende maior oferta de canais na TDT para maior concorrência com o cabo
O ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional voltou a defender hoje, em Coimbra, uma maior oferta de canais na TDT, de forma a criar uma “maior concorrência” com os operadores da televisão por cabo.
“A oferta de canais de sinal aberto é insustentável e não é aceitável”, criticou Poiares Maduro, afirmando que haverá uma “discussão pública” para breve sobre o futuro da televisão digital terrestre (TDT), que vai envolver a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM).

O ministro, que falava na sessão de encerramento do congresso “Os desafios dos media de serviço público”, no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, voltou a referir a importância da RTP para “apoiar a produção audiovisual independente”, considerando que essa externalização de serviços pode ser “o valor acrescentado do serviço público” de televisão e de rádio.
Fonte: NovidadesTV.com / Expresso

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Governo considera número de canais na TDT “claramente insuficiente”


O Governo mantém a pretensão de Portugal ter mais canais de TDT. A oferta atual é “claramente insuficiente, sem comparação com outros Estados europeus”, apontou o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional.
Miguel Poiares Maduro reiterou que uma oferta em sinal aberto de apenas quatro canais é inaceitável, mencionando exemplos de outros países em que o número é mais do dobro do verificado em Portugal, em declarações feitas no âmbito do dia do serviço público de Rádio e de Televisão.
Esse alargamento da oferta de TDT será feito “na medida do possível, naturalmente envolvendo todos os atores do setor e sem colocar em causa a sustentabilidade dos operadores existentes”, salientou o responsável político, citado pelo TVI24.
Poiares Maduro não quis adiantar datas para as mudanças e lembrou que, no início do próximo ano, deverá haver novidades em relação à TDT, sublinhando que a existência de uma maior oferta em TDT também tem vantagens para os portugueses que veem o cabo e acrescentando que 30% da população não tem outro serviço que não o prestado em sinal aberto.
Recentemente as operadoras de televisão privadas SIC e TVI vieram criticar o Governo quanto à chegada de mais canais da RTP à televisão digital terrestre, uma possibilidade que consideram abusiva.
SIC e TVI alegam que o plano “introduz distorções insanáveis no princípio da livre concorrência e adultera o princípio da não discriminação”.
Caso o projeto avance, os dois canais privados estimam que o Estado fique a ocupar 60% da capacidade disponível para a TDT, valor que aumenta para os 70% se também se tiver em conta o Canal do Parlamento.
Em resposta às críticas que têm sido feitas, o ministro adjunto garantiu ontem que “não há qualquer tentativa de estatização do espaço televiso por via TDT”. Miguel Poiares Maduro lembrou que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) estão envolvidas na questão pública da TDT e diss e esperar que exista uma “decisão estratégica” que produza resultados.
“Não é a mim que me compete tomar decisões finais sobre a quem deve ter ou não [canais em sinal aberto], mas eu não deixarei de assumir as minhas responsabilidades enquanto ministro da tutela” no sentido de “corrigir um problema que existe no nosso mercado”.
Fonte: NovidadesTV.com / Sapo.TeK

APIT pretende 3 canais novos na RTP de imediato

APIT pretende 3 canais novos na RTP de imediato
A Associação dos Produtores Independentes de Televisão (APIT) defendeu perante o gabinete do ministro Miguel Poiares Maduro que a RTP deve lançar urgentemente pelo menos três dos quatro novos canais de televisão previstos no projeto de contrato de concessão do serviço público de rádio e televisão que está a ser ultimado pelo Governo, informa o jornal Público.
A APIT, que representa as empresas que produzem conteúdos e programas para televisão, defende que seja definido, com caráter de urgência e com um calendário predefinido, o lançamento de um canal de programação infantil e juvenil (que tenha obrigatoriamente uma quota significativa de animação) e do canal de conhecimento baseado em documentários. A médio prazo deve também ser lançado um canal de ficção – temática que não consta da proposta de contrato.
O projeto para o contrato de concessão do serviço público de rádio e televisão prevê que a RTP faça estudos para avaliar as condições para o lançamento de quatro novos canais «necessariamente de acesso livre», ou seja, gratuitos. Seria um canal infantojuvenil, outro dedicado às várias áreas do conhecimento, um terceiro de música lusófona e o quarto da e com a sociedade civil. É condição que os custos de cada projeto tenham cabimento no quadro de financiamento estipulado.
Parte obviamente interessada no caso de a RTP vir a lançar os canais referidos no projeto do contrato de concessão, o presidente da APIT, António Borga, disse ao jornal Público não entender porque a SIC e TVI «fazem tanto barulho com este assunto quando o contrato fala apenas de lançar estudos – e nem estes têm um prazo fixado» e continua, acrescentando que «o que se devia era estar a discutir o lançamento».
Para a APIT, este novo contrato para a RTP «não estabelece, não calendariza nem concretiza uma série de responsabilidades indiretas que cabem a um operador de serviço público de televisão».
António Borga lamenta ainda que a estratégia subjacente à proposta do governo «permita que prossiga a desgraça» que é a ausência de apoio efetivo do serviço público a uma indústria de produção independente em Portugal.
Entretanto, o ministro já disse que quer a RTP deve ser «mais agregadora de conteúdos e menos produtora».
Fonte: NovidadesTV.com / Zapping-TV

Canal de televisão para sociedade civil é viável, assegura estudo do ISCTE

A atribuição de um canal de televisão à sociedade civil é um projeto viável e desonera gradualmente o Estado, defende um estudo universitário divulgado, em Lisboa.
O estudo foi feito pelo ISCTE/Instituto Universitário de Lisboa e hoje divulgado no âmbito do “I Congresso Nacional da Sociedade Civil – A vez dos cidadãos”, que juntou dezenas de entidades para debater o papel da sociedade civil na RTP, no âmbito da discussão de um novo contrato de serviço público de televisão.

Denominado “Canal da Sociedade Civil, estudo para um modelo inovador de concessão do SPT” (Serviço Público de Televisão), o documento, a que a agência Lusa teve acesso, assenta em duas ideias: “Atribuição de um canal, existente ou a criar, a entidade que reflita a diversidade da sociedade civil”; e captação de contributos (financeiros ou em género), que podem chegar a 4,5 milhões de euros em oito anos.
O estudo lembra que há dez anos que a RTP2 iniciou um modelo de parceria com organizações da sociedade civil que envolve 120 organizações e é consubstanciado no programa “Sociedade Civil”. E conclui que esse é “o modelo mais duradouro, heterogéneo e sinergicamente eficaz de organização da sociedade civil”, pelo que podem estar “lançadas as bases para a criação de um canal da sociedade civil”.
Afirmando que há organizações da sociedade civil com interesse e capacidade para criar e produzir programas televisivos, suficientes para preencher a grelha de um canal, diz o documento que a RTP poderia “desenvolver um canal de televisão distribuído por TDT (Televisão Digital Terrestre) e/ou cabo, ancorado numa ampla participação de organizações da sociedade civil”, tanto fornecedoras de programas como patrocinadoras.
“Num cenário de concessão da RTP2 ou de outro canal, existente ou a criar, na TDT ou no cabo, à sociedade civil o contrato de concessão deve prever a criação de um órgão de supervisão editorial com competência para coordenar e gerir toda a programação, tendo poder para aceitar ou rejeitar programas, por adequação à legislação em vigor no que toca a conteúdos e/ou por motivos de qualidade técnica”, diz o estudo.
Para as áreas de produção de conteúdos, o estudo do ISCTE propõe a cultura e a educação, a acção social, emprego, lusofonia, património e história de Portugal, ambiente, desenvolvimento, família e saúde.
Quanto à viabilidade, o estudo estima em 1,5 milhões de euros o necessário para produzir e financiar conteúdos no primeiro ano, sendo possível captar 4,5 milhões por ano no prazo máximo de oito anos, descendo também o apoio público de sete milhões iniciais para quatro milhões de euros no mesmo período. O canal, diz ainda, teria apenas publicidade institucional e, no máximo, 12 funcionários.
Quanto aos conteúdos, devem sobretudo, diz ainda o documento, defender a língua portuguesa, defender valores democráticos e respeito pelos direitos e deveres de cidadania, promover pela consciência cívica na divulgação da história e cultura, e que retratem a realidade do país.
Eduardo Correia, professor do ISCTE e um dos autores do estudo, disse à Lusa que o congresso de hoje, que junta muitas dezenas de organizações, serve para debater onde a sociedade civil deve chegar, se a um canal ou a um espaço de conteúdos dentro da RTP.
Fonte: NovidadesTV.com / Meios & Publicidade

PT instalou 80 novos emissores de TDT

PT instalou 80 novos emissores de TDT
A PT instalou perto de 80 novos emissores em diversos locais do País, para melhorar a cobertura da Televisão Digital Terrestre (TDT), em resultado de 444 ações de monitorização do sinal da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), feitas até final de setembro.
Na maioria das ações de monitorização (62% do total), a má receção do sinal “devia-se a deficiências na instalação em casa das pessoas”, bem como a má orientação para o emissor que melhor serve o local e anomalias com cabos e fichas, explica o regulador das comunicações. A par da instalação dos novos emissores, a PT foi ainda instada pela ANACOM a corrigir a informação constante no sítio oficial da TDT. Sempre que uma pessoa faz a migração utilizando a informação fornecida pela PT na internet, e esta é depoisalterada, levando o cliente a comprar outro equipamento, este tem o direito a ser ressarcido dos custos.
Nas restantes situações, explica a ANACOM, as divergências existentes deveram-se a avarias e/ou manutenções temporárias dos equipamentos que levaram à interrupção da emissão.
A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) disse que até final de outubro já havia recebido 6147 denúncias, que se referem, sobretudo, a má qualidade da imagem. “Desde o apagão que 90% das queixas são sobre a má qualidade do sinal e 10% não têm sinal algum. Estes são de zonas do interior do País, como Beira Interior, Trás-os-Montes, entre outras”, diz fonte oficial da DECO.
Fonte: NovidadesTV.com / Correio da Manhã

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Deco quer devolver 42€ aos consumidores afetados pela transição para a TDT

Deco quer devolver 42€ aos consumidores afetados pela transição para a TDT
A Deco quer devolver 42 euros a cada um dos consumidores afetados por danos na transição do sinal analógico para a Televisão Digital Terrestre (TDT). Isto se o tribunal der razão à ação que interpôs contra a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) e na qual pede 42 milhões de euros de indemnização para compensar um milhão de pessoas.
“O juiz é que decide, mas sim, será esse valor [42 euros] a ressarcir ao consumidor por danos causados na mudança para a TDT”, confirma Graça Morais, da Associação para a Defesa dos Consumidores. A responsável explica ainda que Deco chegou ao valor de 42 milhões com base nas queixas que acolheu e que se referem, por exemplo, “à compra de descodificadores que afinal não dão; pagamento a técnicos para instalação de equipamento; gastos com antenas, entre outras despesas.”
A ação contra a Anacom visa não só ressarcir os consumidores dos gastos incorridos na migração para o digital, mas também de outros incómodos que se encontram descritos nas queixas que chegam à Deco desde novembro de 2011. “Muitas das queixas ainda são sobre a falta de qualidade do serviço da TDT”, diz a responsável.
A associação, recebeu, até final de outubro, 6147 denúncias que se referem sobretudo à má qualidade da imagem e receção do sinal, sendo que 10% das queixas são sobre a ausência do sinal TDT.
Entretanto, a PT, após ações de monitorização da Anacom, instalou 80 novos emissores.
Fonte: NovidadesTV.com / Correio da Manhã